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Fundação Maio Biodiversidade regista os dois primeiros ninhos de tartarugas marinhas 09 Abril 2022

A Fundação Maio Biodiversidade já registou os primeiros dois ninhos das tartarugas marinhas, “um bom sinal”, apesar de considera ser ainda precoce o arranque da nova temporada da campanha de protecção.

Fundação Maio Biodiversidade regista os dois  primeiros ninhos de tartarugas marinhas

Segundo escreve Inforpress, o coordenador da patrulha de proteção das tartarugas marinhas, Jairson da Veiga, assegurou que no passado mês de Março registaram dois ninhos de tartarugas marinhas, o que poderá ditar que este ano vai haver o arranque da época da desova um pouco mais cedo do que habitual.

Conforme avançou aquele responsável, no ano passado registaram os primeiros ninhos no final do mês de Abril, um pouco mais tarde do que aconteceu este ano, o que leva aquele ambientalista a considerar que nestes últimos anos o processo tem começado mais cedo, o que constitui motivo de “alguma preocupação”, embora tal mereça estudo “mais pormenorizado”.

“Se por lado ficamos felizes porque já estamos a contar com tartarugas nas nossas praias, o que quer dizer que a nossa área está sendo bem protegida e propícia para desovas, por outro lado estamos preocupados porque durante a nossa história de proteção na ilha do Maio nunca tínhamos registado atividades de tentativa de nidificação tão precoce em pleno mês de Março”, precisou.

Tal poderá estar ligado “possivelmente”, segundo a mesma fonte, à problemática do aquecimento global do oceano, um problema que está afetar os locais de alimentação das tartarugas marinhas que circulam na zona oeste africana, cita Inforpress.

Caso as tartarugas começarem a nidificar ou realizar a tentativa mais cedo do que habitual, precisou a fonte, tal vai implicar “maior esforço” financeiro da ONG, uma vez que também vai ter que iniciar a campanha de proteção cada vez mais cedo, no momento em que há menos parceiros a financiar a missão.

Conforme a mesma fonte, Jairson da Veiga anunciou, por outro lado, que a ONG encontra-se numa fase avançado do processo de preparação da nova temporada, em que pretende contar com a participação em maior escala dos jovens da ilha em todos os níveis, bem como a colaboração de voluntários nacionais e internacionais.

Os trabalhos mais intensivos começam normalmente a partir do final do mês de Maio e princípio de Junho, altura em que vão começar a preparar os guardas, líderes de equipa e iniciar o senso nas praias, o que pode ocorre mais cedo.

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