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Furacão ’Dorian’ ruma para norte, Estados Unidos, após deixar mais de 20 mortes e "70 000 pessoas necessitadas de ajuda imediata" nas Baamas 06 Setembro 2019

Na quinta-feira, 5, o furacão — com o pior saldo de vidas perdidas, casas destruídas nas Baamas — continua a progredir para norte dos Estados Unidos na sua rota norte-leste. Após entrar na Flórida, vindo das Caraíbas, no dia 3, a passagem pelos estados da Carolina do Norte e da Geórgia obrigou a retirar milhares de pessoas de várias localidades costeiras.

Furacão ’Dorian’ ruma para norte, Estados Unidos, após deixar mais de 20 mortes e

“Esta é uma das maiores crises da história do nosso país”, disse na quarta-feira, 4, o primeiro-ministro baamiano, Hubert Minnis, após o furacão de nível 5 flagelar, nos dois primeiros dias do mês, as Ilhas Ábaco e a Grande Baama com ventos até os 298km/h – o maior registo de sempre.

Na quinta-feira de manhã, o último boletim do Ministério da Saúde confirmava que o número de mortos tinha passado de sete a vinte e um. Na véspera, o ministro da Saúde, Duane Sands, confirmara que o balanço era "pelo menos de vinte mortos", além de "centenas de feridos e vários milhares de desalojados".


“70 000 pessoas precisam de ajuda imediata”
só nas Baamas

Os números são avançados pelo responsável das Nações Unidas que chegou à capital baamiana, Nassau, na quarta-feira, 4.

Para prestar os primeiros auxílios à população, a “ONU já desbloqueou um milhão de dólares do fundo de emergência”, informou o secretário-geral-adjunto para os assuntos humanitários, Mark Lowcock.

‘Mudança Climática’ não é único fator, mas…

Os cientistas admitem que não sabem se a ‘Mudança Climática’ é responsável pela maior frequência dos furacões. Mas tudo parece indicar que o aquecimento global pode estar a piorar o potencial de destruição dos furacões.

O aumento da temperatura na superfície marítima reforça a velocidade do vento e aumenta a precipitação que acompanha o furacão, dizem vários estudos (consultáveis online).

O aumento do nível da água do mar expectável nos próximos anos — com previsões a indicar para os próximos cem anos uma subida das águas do mar de 30 cm para mais de 1,2 m – fará aumentar o potencial destrutivo nas zonas costeiras durante as tempestades, segundo as referidas fontes.

Fontes: AP/Le Monde/BBC/Sites especializados. Foto: As imagens aéreas desta quinta-feira, 5. dizem tudo da destruição no país-arquipélago, onde, desde o dia 1, mais de vinte pessoas morreram e milhares estão desalojadas após a passagem do furacão Dorian.

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