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Futebol/Fogo: Autocarro doado pela FCF começa a operar após definição de critérios 31 Mar�o 2021

O autocarro doado pela Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) à Associação Regional de Futebol do Fogo (ARFF) começa a operar após definição de critérios “claros e a responsabilidade das equipas”, disse o presidente da associação, Pedro Pires.

Futebol/Fogo: Autocarro doado pela FCF começa a operar após definição de critérios

A data para a sua operacionalidade foi questionada por alguns dirigentes desportivos durante a cerimónia de atribuição de subsídios aos 13 clubes de futebol do primeiro e segundo escalões do município de São Filipe.

“O autocarro está na ilha e na oficina da Câmara Municipal de São Filipe, com seguros pagos, pronto a ser utilizado e para servir a ilha toda, mas para a sua utilização é necessário definir critérios” esclareceu Pedro Pires, salientando que a associação vai reunir-se com as três Câmaras Municipais da ilha para analisar a forma da sua utilização e comparticipação das autarquias, assim como a participação e a responsabilização dos clubes pelo seu uso, conforme a Inforpress.

Segundo o mesmo, é preciso definir quem paga o condutor e a pessoa responsável pela manutenção do autocarro e do combustível, mas sobretudo a questão da responsabilização dos clubes para o seu uso correto.

Ainda segundo a Inforpress, os dirigentes dos clubes consideram que a associação já devia ter definido os critérios de modo a facilitar o funcionamento do veículo, apoiando as equipas que tem dificuldades no pagamento do transporte nas suas deslocações para os jogos.

Quanto ao subsídio no valor global de superior a um milhão e duzentos mil escudos, atribuído em duas tranches, mediante apresentação de justificativos e comprovativos da boa utilização e para os fins atribuídos, segundo o vereador do Desporto, João José Canuto, tem a ver com a “transparência, o rigor e a legalidade” na gestão da coisa pública, escreve a nossa fonte.

Os dirigentes dos clubes aceitaram o subsídio, embora discordam, afirmando que o valor em si não é suficiente para muitos clubes e que a atribuição em duas parcelas não ajuda a resolver os problemas.

Outras, sobretudo as equipas mais pequenas e que estão no segundo escalão, lamentaram o atraso, e defendem que, caso a Câmara continuar com esta modalidade, que metade seja avançada às equipas no início da temporada e a outra ao meio do campeonato e mediante apresentação dos justificativos para facilitar os clubes, conforme cita a Inforpress.

Já o presidente da associação, Pedro Pires indicou que o valor “é importante, mas não o suficiente”, lembrando que ainda o futebol na ilha vive à custa dos dirigentes desportivos.

Pedro Pires valorizou o esforço da câmara em disponibilizar este valor à associação e aos clubes filiados, referindo que a associação vive um momento difícil, já que o custo com a realização dos jogos “disparou” e que os apoios prometidos pelo Governo ainda não chegou e apelou o vereador para interceder junto do Instituto do Desporto e Juventude (IDJ) para desbloquear os apoios prometidos às equipas e a associação.

O presidente da ARFF apelou ao vereador do Desporto da Câmara Municipal de São Filipe para, conjuntamente com os seus homólogos dos Mosteiros e de Santa Catarina, organizarem um encontro alargado a nível da ilha para traçar uma estratégia para o desporto.

De acordo com a Inforpress, o valor de subsídio é de 100 contos para as equipas do primeiro escalão (sete) e a associação e 75 mil escudos para as do segundo escalão (seis), sendo que 50 por cento foi atribuído na tarde de segunda-feira.

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