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G5 Sahel muda chefias no Estado-Maior após ataque de djihadistas do Mali 17 Julho 2018

O general mauritano Hanena Ould-Sidi e o general chadiano Omar Bikimo foram respetivamente nomeados comandante e comandante adjunto do Estado-Maior do G5 Sahel, após os ataques de djihadistas do Mali contra a operação “Barkhane” que mataram civis e militares franceses nos últimos dias em Sevaré e Gao.

G5 Sahel muda chefias no Estado-Maior após ataque de djihadistas do Mali

A informação foi divulgada este sábado, mas a decisão tinha sido tomada a 2 deste mês na reunião do G5 Sahel, com a presença dos chefes de Estado da Mauritânia, França, Chade, Burkina-Faso, Nigéria e Mali.

A substituição do general maliano Didier Dacko e do seu adjunto coronel-major Yaya Seré, do Burkina-Faso, foi decidida na reunião do G5Sahel (foto) no início deste mês.

O presidente da Mauritânia, Mohamed Ould-Abdel, não foi parco nas críticas: "Se o Estado-Maior foi atacado isso deve-se às grandes lacunas que temos de corrigir se queremos estabilizar a região do Sahel".

Em 29 de junho, foi o ataque em Sevaré que matou três militares e três civis. Dois dias depois, a 1 deste mês, o primeiro ataque djihadista numa zona civil causou quatro mortes de civis num bairro da cidade de Gao.

Gao é a base principal dos militares da operação “Barkhane” – iniciada em 2017 com ‘4500 soldados no Sahel para a luta antiterrorita’. A região saheliana abrange a faixa (de c. 700 km de largura, em média, e 5 400 km de extensão) entre o deserto do Saara, ao norte, e a savana do Sudão, ao sul; e entre o oceano Atlântico, a oeste, e o mar Vermelho, a leste.

Fontes: Le Monde/Foto (AFP) dos presidentes: (a partir da esqª): Mauritânia, França, Chade, Burkina-Faso, Nigéria e Mali, durante a reunião do G5 Sahel em Nouakchott (?Nuaquexote), a 2 deste mês, à margem da cimeira anual da União Africana.

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