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G7 encerra com promessa de mil milhões de vacinas, apelo anti-China e pró-Tokyo’20 14 Junho 2021

A 47ª cimeira do G7 na costa inglesa da Cornualha encerrou no domingo com apelos à China pela estabilização no Estreito de Taiwan, respeito dos Direitos Humanos em Xinjiang e pela liberdade em Hong Kong. O comunicado deste terceiro dia tem, pois, tudo para enfurecer Xi Jinping. Feliz está o chefe do governo nipónico com a vitória que é o apoio do G7 à realização das Olimpíadas nas datas previstas, 23 do próximo mês (na contramão dos japoneses que na sua maioria estão contra) . A OMS também tem o apoio do G7 no apelo por mais vacinas, com a mais que ambiciosa meta de vacinar toda a população da Terra.

G7 encerra com promessa de mil milhões de vacinas, apelo anti-China e pró-Tokyo’20

O comunicado final dos Sete acentua que "sublinhamos a importância da paz e estabilidade no Estreito de Taiwan" e " encorajamos a resolução pacífica das questões dessa região". É a primeira vez nas 47 cimeiras do G7 que o grupo aborda diretamente o melindroso assunto que é a República de Taiwan.

O país-insular autodesignado República da China e não reconhecido pela República Popular da China é um obstáculo nas relações entre o G7 e a China. Esta pedra no caminho foi sempre evitada mas, nestes meses de pandemia, Taiwan converge com o G7-Japão no reforço da rivalidade com a China (Japão doará vacinas a Taiwan com surto pandémico súbito — Tem 400 milhões de doses, 29 .mai.021).

Nesta primeira cimeira presencial em dois anos, os líderes comprometeram-se a fornecer mais de "1 bilião de doses de vacina aos países mais necessitados, com o objetivo de atingir em 2022 a resolução da crise global da Covid-19.

"O que nós G7 precisamos de fazer é demonstrar os benefícios da democracia, liberdade e direitos humanos ao resto do mundo. É algo que podemos atingir graças em parte ao maior feito na história médica que é a vacinação para todos", disse o anfitrião da cimeira, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Metas ecologistas

Até 2030 diminuir as emissões de gás com efeito de estufa até à metade comparada a 2010.

Para eliminar as emissões de carbono, o grupo propõe-se retirar apoios a empresas que não fizerem a conversão tecnológica indispensável a esse objetivo até ao fim deste ano de 2021.


Frente económica: impostos do G7

O G7 acentuou o "acordo histórico" para a taxação universal — um IRC mínimo de 15% sobre os lucros das grandes multinacionais, como Apple, Microsoft, Google e Facebook, como decidiram os ministros do G7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) na reunião de sábado em Londres.

O G7 aderiu ao plano dos Estados Unidos, sob Biden, de pôr as multinacionais a pagar mais. Segue-se a reunião do G20, que compreende os países da OCDE que há anos arrastam o debate. "Há uma década que estamos a combater a inflação que está muito baixa e os juros que também estão muito baixos. Temos de voltar aos níveis de antes". Contudo, há obstáculos que não esbatem o ceticismo de muitos (Céticos sobre eficácia da nova lei de impostos do G7 — Amazon "não pagará", 09.jun.021).

Primeira cimeira face-a-face da era Covid

O ano passado a cimeira dos sete países mais potentes foi por teleconferência, com Angela Merkel a ser a primeira a declinar o convite para deslocar-se à capital americana na data reagendada para "fins de junho", mas que só se realizou em agosto.

Em 2019, Macron foi o anfitrião da ’Cimeira dos Sete’, que teve lugar em Biarritz, no sul de França.

Fontes: Japan Times/AP/Le Monde. Foto: Os líderes dos Sete países mais industrializados — Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá — reuniram-se de sexta a domingo em Carbis Bay, na costa sudoeste da Inglaterra.

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