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GPAÍS: Há um estranho silêncio à volta das “obras estruturantes” para município de São Filipe 29 Setembro 2018

O Grupo por Amor Incondicional a São Filipe (GPAIS-oposição), disse hoje que “há um estranho silêncio à volta de “obras estruturantes” para o desenvolvimento do município”, passados dois anos de governação da actual equipa.

GPAÍS: Há um estranho silêncio à volta das “obras estruturantes” para município de São Filipe

O líder do GPAIS, Luís Pires, em conferência de imprensa indicou, segundo refere a Inforpress, que há silêncio em relação a lixeira municipal, a rede de esgotos, água para Campanas de Cima, requalificação urbana, de entre outras, razão pela qual considera que o balanço dos dois anos de mandato “é escandalosamente negativo”, tendo conta o ponto de partida, os empréstimos contraídos e as chorudas transferências legais do Estado.

“O ritmo de desenvolvimento é demasiado lento para uma Câmara a boiar em dinheiro. O povo precisa saber que os empréstimos, agora num valor total de 190 mil contos, estão a ser mal utilizados e que passamos a ter, em apenas dois anos, a Câmara de São Filipe mais endividada de sempre, com uma taxa de execução pior do que nunca”, disse o líder do GPAIS, para quem, mesmo com o dinheiro disponível, os polivalentes e os campos continuam à espera de reabilitação.

O antigo autarca de São Filipe disse que uma câmara que recebe entre as taxas do Ambiente e do Turismo mais do que 75 mil contos por ano, já deveria ter comprado, pelo menos, dois camiões de lixo para a cidade e para o interior, deslocalizado a lixeira e realizado mais obras no município, assim como construído e reabilitado, sem discriminação, mais casas de pessoas vulneráveis, retomado a requalificação da cidade e a construção e reparação de mais estradas no interior.

Segundo Luís Pires, apesar da actual equipa ter herdado perto de 800 mil contos em projectos, não consegue “dar um único passo, sem pisar nos rastos de uma “boa visão” encontrada.

Segundo o líder do GPAIS , está-se perante uma câmara que “não reúne regularmente, que não presta contas, não dá informações” e que, em dois anos, ainda “não apresentou um único balancete”, e onde o “primado da legalidade continua sendo letra morta”.

Indicou que se está “perante uma câmara problemática”, que começa a somar conflitos e indemnizações nos tribunais, segundo revela a Inforpress.

“Fala-se de retrocessos na democracia local e de resquícios de ditadura, nepotismo e clientelismo”, disse Luís Pires, observando que é voz corrente de que há inúmeros funcionários entrados na câmara sem concurso, sublinhando que “é grave e vergonhoso para a democracia o que está a acontecer com determinados funcionários”, apontando como exemplo a situação de um fiscal que foi colocado na “prateleira” só porque não apoiou a candidatura do actual presidente.

Luís Pires apela o edil a “arrepiar o caminho” e a “ganhar alguma dinâmica”, apresentando “alguma visão estratégica do desenvolvimento” de São Filipe, município que , segundo o mesmo, precisa de “um presidente mais presente e mais activo e não de um delegado do secretariado administrativo, a funcionar como pequeno empreiteiro das obrinhas do Governo no Município”, pontua a agência cabo-verdiana de notícias.

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