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GUINÉ-BISSAU: SINJOTECS ANUNCIA PARALISAÇÃO DA IMPRENSA SE A PJ NÃO REVELAR OS AUTORES DO ASSALTO À RÁDIO CAPITAL 28 Julho 2020

O Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS), anunciou a paralisação das atividades da imprensa guineense no âmbito da campanha “Zero Comunicação em Favor da Liberdade de Imprensa e de Expressão”, se em uma semana a Polícia Judiciária (PJ) não revelar os verdadeiros autores da vandalização à rádio Capital FM.

GUINÉ-BISSAU: SINJOTECS ANUNCIA PARALISAÇÃO DA IMPRENSA SE A PJ NÃO REVELAR OS AUTORES DO ASSALTO À RÁDIO CAPITAL

Segundo o jornal O Democrata, o aviso foi lançado esta segunda-feira, 27 de julho de 2020, pela presidente do SINJOTECS, Indira Correia Baldé, em conferência de imprensa conjunta com a Ordem dos Jornalistas para se posicionaremsobre o assalto perpetrado por homens fardados e armados com AK-47 às instalações da Rádio Capital FM, domingo, 26 de julho, na qual destruíram todos os equipamentos daquela estação emissora.

A sindicalista pediu à Polícia Judiciária que faça o seu trabalho e que revele o rosto do verdadeiro autor e disse que o sindicato aguarda com grande expetativa a resposta daquela corporação policial de investigação criminal.

Indira Correia Baldé frisou que a luta pela liberdade de imprensa e de expressão dos órgãos de comunicação social vai começar na Praça dos Mártires de Pindjiguite, por ser historicamente considerado o marco do início da revolução e o símbolo da liberdade.

“Todos os jornalistas sentar-se-ão a frente daquele monumento (Mon de Timba) com os seus gravadores e paralisarão assim todos os serviços”, contou.

Segundo acrescenta a mesma fonte, sindicalista exigiu segurança para os profissionais da imprensa, tendo acrescentado que a integridade física dos jornalistas tem que ser protegida todos os dias das suas atividades e não só nesses dias ou porque aconteceu um atentado a um dos órgãos.

Por outro lado, o Bastonário da Ordem dos Jornalistas, António Nhaga, avisou que o ato na Rádio da Capital FM é prova de que está a ser construído um novo modelo ou uma nova narrativa para silenciar a imprensa guineense.

“A rádio Capital FM deve ser o primeiro patamar que eles querem alcançar para silenciar de forma indireta o resto dos órgãos de comunicação social ou os jornalistas, a Rádio Capital tem um programa crítico ao regime. O autor deve ter pensado: vamos silenciá-la. De facto, silenciar a rádio não dá uma boa imagem a ninguém e a nenhum político”, assinalou OD.

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