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‘Gang rape’ por 12 rapazes israelitas a uma inglesa em resort no Chipre — A rir para não chorar, o pingo no i da questão 23 Julho 2019

As autoridades noticiaram na quarta-feira, 17, a detenção de um grupo de doze israelitas com idades entre os 15 e os 20 anos suspeitos de violação, ocorrida pouco antes, entre a uma e quatro da manhã, vitimando uma turista inglesa de 19 anos hospedada num hotel de Ayia Napa, a 80 km da capital, Nicósia. A reação em Israel tanto das famílias como das autoridades surpreendeu.

‘Gang rape’ por 12 rapazes israelitas a uma inglesa em resort no Chipre — A rir para não chorar, o pingo no i da questão

A imprensa presente em tribunal em Paralimni, próximo ao município de Ayia Napa, na audiência de quinta-feira, 18, assistiu à identificação dos suspeitos, mas assim que foi constatada a presença de menores entre os arguidos, o juiz mandou sair todos os jornalistas, reportou a BBC.

O diário israelita Haaretz foi dos primeiros a noticiar o caso, com atualizações sobre a presença dos pais que de imediato voaram para a ilha no Mediterrâneo.

A imprensa de referência, como o Jerusalem Post, o TOI-Times of Israel, reproduz o que os pais dizem em apoio dos filhos. A mãe a dizer aos repórteres que o filho é inocente. O pai que diz estar certo de que há "um britânico" a guiar a alegada vítima.

É referido que há um diplomata israelita sempre presente no tribunal, mesmo se os depoimentos dos suspeitos estão a ser traduzidos por um dos doze "que melhor domina o inglês".

A imprensa israelita e internacional presente na estância turística, muito popular entre os britânicos, reproduzem os argumentos da defesa dos suspeitos. Os pais dos jovens dizem que as alegações são "falsas" e que eles são "bons filhos, à espera de entrar para o serviço militar".

A rir para não chorar, o pingo no i da questão: violação sexual como arma

No domingo, 21, um editorial no Haaretz do jornalista Gideon Levy descreve aquilo que considera uma atitude reprovável das autoridades do Estado de Israel: a pedido das famílias dos suspeitos estão, diz ele, a interferir no caso.

O multipremiado Levy, um democrata progressista convém dizê-lo para situar o leitor, optou por escrever uma sátira, no Haaretz, a que deu o título: “Os nossos bravos entraram em ação na calada da noite”.

“As nossas tropas entraram em ação ainda não era madrugada. Eram doze, cada um deles o sal da terra, o que vem da área de Haifa, de Jerusalém capital eterna e da capital do racismo, Afula”.

O jornalista destaca pois, expressivamente, que o país sob Netanyahu, está a cometer dois erros.
Um é que um crime de delito comum está a ser tratado como uma questão de Estado.

Outro, o facto de que um dos argumentos da defesa é que os rapazes estavam num retiro preparatório à sua entrada no serviço militar. Nas entrelinhas, fica a questão que relaciona a violação sexual como parte da preparação, como arma de guerra, aliás usada como os noticiários têm mostrado nos cenários das guerras atuais.

Fontes: Referidas. Foto (Cyprus Time): À saída do tribunal, na quinta-feira, 18, os suspeitos são encaminhados para o centro de detenção.
LS

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