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Golpe militar na Birmânia: Aung San Suu Kyi detida após ganhar eleições 02 Fevereiro 2021

O CEMFA da Birmânia/Myanmar, general Min Aung Hlaing, de 64 anos, declarou que o país se encontra em estado de emergência com a duração de um ano. Autodesignou-se chefe do governo e mandou deter a líder do partido vencedor das legislativas, bem como, outros líderes do NLD.

Golpe militar na Birmânia: Aung San Suu Kyi detida após ganhar eleições

Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliar, exorta os apoiantes a protestar pacificamente nas ruas da capital, Naypyidaw. O golpe de Estado surge dois meses depois da vitória eleitoral do NLD, Partido Democrático birmanês.

O partido da independência fundado por Aung San em 1948 tem estado, depois do assassinato do fundador pelos militares, sob a direção da filha Suu Kyi. Primeiro no exílio e depois em prisão domiciliar.

A figura mais proeminente da política birmanesa, Aung Sun esteve décadas em prisão domiciliar. O Nobel da Paz reconheceu a sua luta pela democracia no país dominado por cinco décadas de ditadura militar.

Mas quando ela conduziu o seu partido, NLD, à vitória nas eleições de 2015, foi impedida de assumir a presidência do país e teve de entrar em acordo com os militares para a partilha do poder.

Tudo devido a uma cláusula da Constituição que proíbe o acesso aos mais altos cargos no governo a cônjuges e parentes de cidadãos estrangeiro. No caso, o falecido marido que era inglês e os dois filhos nascidos no exílio em Inglaterra.

Reações

Ao longo do dia têm surgido reações de vários países contra o golpe militar na Birmânia.

Estados Unidos, União Europeia, Japão têm expressado preocupação com o desenvolvimento dos eventos em Myanmar/Birmânia e pedem o respeito à Constituição.

O general Min Aung Hlaing é acusado pela ONU de comandar a perseguição contra a minoria Rohingya. Desde 2017, está na lista de pessoas a investigar por atos de genocídio.
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Fontes: BBC/Times of India/Japan Today. Foto (Reuters): À entrada do seu gabinete o CEMFA General Min Aung Hlaing, de 65 anos, recebe a ministra dos Negócios Estrangeiros e "conselheira nacional" de Myanmar/Birmânia. Aung San Suu Kyi é líder do partido vencedor das eleiçõs de novembro último e como tal é a primeira-ministra de facto.

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