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Governo: Aumento de de 2,5% para funcionários do quadro comum da Administração Pública 16 Outubro 2018

O Governo anunciou, esta segunda-feira, que os funcionários do quadro comum da Administração Pública vão ter, em 2019, um aumento de 2,5%, enquanto para os pensionistas este aumento varia conforme a pensão. A líder da UNTC-CS Joaquina Almeida desacordou dessa actualização salarial, por ser irrisória para repor o poder de compra dos trabalhadores perdidos nos últimos sete anos - desde 2011. A afinar pelo mesmo diapasão esteve o presidente da CCSL José Manuel Vaz, que considerou, no entanto, « mais vale a língua inchada do que a boca vazia”. Já os pensionistas do INPS só terão aumento nos seus rendimentos depois de um estudo a ser realizado para o efeito.

Governo: Aumento de  de 2,5% para funcionários do quadro comum da Administração Pública

“Para os pensionistas que auferem uma pensão até ao montante de 65.945 escudos têm um aumento de dois por cento e para os que têm uma pensão entre 65.945$00 até aos 100 mil, a actualização é de 1,5 por cento”, precisou a secretária de Estado-Adjunta para a Modernização Administrativa, Edna Oliveira citada pela Inforpress.

A líder da maior central sindical, a UNTC-CS, Joaquina Almeida, não concorda com o Governo sobre esta actualização salarial, enquanto o presidente da Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres (CCSL), José Manuel Vaz, utilizando adágio popular, diz que “mais vale a língua inchada do que a boca vazia”.

Depois de uma maratona negocial, a secretária geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde -Central Sindical mostrou-se “desapontada” com os resultados do encontro, porque segundo ela, desde 2011, os trabalhadores cabo-verdianos têm vindo a “sofrer com a diminuição do seu poder de compra”.

“Numa oportunidade ímpar de o Governo se posicionar em dar um aumento digno aos trabalhadores, particularmente aos do quadro comum, os que mais necessitam, este recua”, lamenta a secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde-Central Sindical, acrescentando que foi por esta razão que a sua central se recusou acordar o aumento salarial em sede de Concertação Social.

A UNTC-CS, prossegue, reivindica um aumento para sete mil escudos em relação à pensão social, conforme “o compromisso do Governo”, além de uma proposta de “aumento de dois mil escudos para os reformados e 2,5 por cento para os trabalhadores do quadro comum”.

“O acordo de concertação estratégico assinado em Junho de 2017 é claro, ou seja, deverá haver a protecção do salário sempre em caso de erosão”, esclareceu aquela responsável sindical, adiantando que o executivo de Ulisses Correia e Silva está a “violar o referido acordo”.

Já José Manuel Vaz considera que a reunião de hoje decorreu num “clima de muita discussão”, confirmando o que a porta-voz do Governo havia dito momento antes aos jornalistas em matéria de reajustamento salarial.

Relativamente ao salário mínimo, José Manuel Vaz adiantou que o Governo e os parceiros sociais “reafirmaram o compromisso” de, até 2021, aumentá-lo de 13 para 15 mil escudos.

Nivelamento salarial e aumento para pensionista do INPS a dependerem de estudo

Segundo ainda a Inforpress, sobre os pensionistas do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), o presidente da CCSL garantiu que esta instituição assumiu o compromisso de actualizar a pensão “em função do estudo salarial a ser feito”.

Conforme ele, ficou também acordado que na Administração Pública, em função de um estudo a ser realizado, “se vai acabar com a diferença salarial entre funcionários da mesma categoria, quer do quadro privativo, quer do quadro comum”.

“O sector privado tomou como referência o aumento conseguido na Administração Pública para discutir com os sindicatos”, indicou Vaz, acrescentando que a posição da sua central sindical é no sentido de a actualização salarial no país não ser em função da taxa de inflação, mas sim um “reajustamento salarial efectivo”.

Para o representante do patronato, Belarmino Lucas, o que se conseguiu na Concertação Social “dá resposta, na medida do possível, àquilo que são as reivindicações do sector privado”, conclui a Inforpress.

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