ECONOMIA

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Governo quer manter a Cabo Verde Airlines mas nacionalizar está fora de plano – Vice-PM 14 Junho 2020

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, disse, sábado, que o Governo tem todo o interesse em manter a Cabo Verde Airlines (CVA), mas indicou que a nacionalização da empresa está fora dos planos do executivo cabo-verdiano.

Governo quer manter a Cabo Verde Airlines mas nacionalizar está fora de plano – Vice-PM

“Nós não temos nenhum interesse em nacionalizar. Nós temos interesse em, juntamente com o nosso parceiro, em face do contexto que estamos a viver hoje, revisitar os conceitos, porque temos um plano de negócios que tinha sido feito antes da covid. A covid veio mudar tudo. Nós não podemos pensar em como nada aconteceu e que vamos continuar com a mesma ambição, com o mesmo plano de negócios e com a mesma estratégia. Seria errado e até irresponsável”, afirmou.

Olavo Correia, em entrevista à Inforpress, sublinhou que em face as alterações substanciais provocadas pela pandemia da covid-19, o Estado, enquanto accionista da empresa, terá de trabalhar com o parceiro estratégico, neste caso Lofleidir Cabo Verde, para reposicionar a empresa para o cenário pós-pandemia.

Para além de Cabo Verde enquanto um país arquipelágico, diaspórico e turístico precisar de uma companhia aérea que permita a sua ligação com o mundo, o governante salienta que novas oportunidades se emergem devendo a empresa cabo-verdiana de bandeira preparar-se para aproveitar dessas oportunidades.

“Existem muitas empresas da aviação civil que já foram à falência no continente africano. Muitas vão ter dificuldades para se reerguerem-se e também vamos ter aqui novas oportunidades que podemos aproveitar”, anotou.

“Continuamos a ter o mercado étnico. Os cabo-verdianos gostam de viajar. Vamos continuar a ter a procura por Cabo Verde. O mercado existe. Temos é que reposicionar a empresa com novo plano de negócios para que possamos a abordar o negócio dentro de um quadro de sustentabilidade”, explicou, adiantando que na perspectiva do executivo faz todo sentido continuar com a CVA a voar.

Para além de revisitar o plano de negócios, Olavo Correia fala também na necessidade revisitar o conceito de ‘hub’, certo de que a ambição e o compromisso do executivo cabo-verdiano é com a manutenção de uma empresa ao nível dos transportes aéreos internacionais que possa ajudar a criar valor para economia.

Em Março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51 por cento (%) da então empresa pública TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, uma empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (que ficou com 36% da CVA) e em 30% por empresários islandeses com experiência no sector da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

Outra parcela, de 10%, foi vendida no segundo semestre de 2019 a trabalhadores e emigrantes cabo-verdianos.

Questionado se é o Estado de Cabo Verde que tem pago os salários dos funcionários da CVA, Olavo Correia esclareceu que quem tem pago os salários aos trabalhadores é a empresa e que o Estado de Cabo Verde, enquanto acionista, tem de ajudar a encontrar soluções para o financiamento da organização, enquanto os aviões estiveram no chão e depois para financiar o plano de negócios que vier a ser aprovado para o período pós-pandemia.

“O Estado, enquanto acionista, tem essa obrigação de ajudar a viabilizar as soluções, mas quem paga os salários é a própria CVA (TACV) no quadro daquilo que são os financiamentos que a empresa vai negociando com o sistema bancário”, sustentou. A Semana com Inforpress

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