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Governo reafirma compromisso com os sindicatos em resolver as pendências da classe docente 12 Setembro 2021

O ministro da Educação afirmou que o Governo está a trabalhar no sentido de “paulatinamente resolver os problemas” que afectam a classe docente, reiterando o compromisso de até 2023 concluir o processo da resolução das pendências.

Governo reafirma compromisso com os sindicatos em resolver as pendências da classe docente

Amadeu Cruz fez, na sexta-feira, estas afirmações no final do encontro de trabalho com o presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sindep), Jorge Cardoso, tendo como tema central da reunião o arranque do novo ano lectivo nesta sexta-feira, 13, e as pendências da classe docente.

“Reafirmamos os compromissos que já tínhamos afirmado com o Sindep e os demais sindicatos, vamos continuar a resolver as pendências dos professores, temos o compromisso de até 2023, solucionar todas as pendências que vem desde 2008 e estaremos a trabalhar neste sentido”, referiu o ministro.

Entretanto, salientou, que o Governo irá trabalhar nos dossiês em função das disponibilidades orçamentais, lembrando que, tendo em conta o contexto de crise económica, há uma redução das receitas do Estado.

Destacou ainda importância dos sindicatos no que se refere a defesa dos direitos dos trabalhadores e a resolução das pendências, realçando que o ministro da Educação “é um ministro dos professores” e que está aberto ao diálogo franco em prol da melhoria da classe.

Por seu turno, o presidente do Sindep lembrou que a classe docente tem problemas por resolver há vários anos e que o sindicato tem lutado para que as pendências sejam resolvidas o quanto antes.

SINDEP preocupado com várias reivindicações pendentes

“Temos várias preocupações relativamente às pendências de reclassificações que remontam 2016 a esta parte, temos os subsídios pela não redução da carga horária, temos ainda a questão da evolução da carreira que ainda está congelada, temos a questão do congelamento do salário, ou seja, várias questões que afectam a classe docente”, referiu, mostrando-se no entanto “confortável” relativamente a declarações proferidas pelo ministro da Educação sobre o plano da tutela em solucionar alguns problemas.

Quanto ao posicionamento do Sindep relativamente ao arranque do ano lectivo 2021/2022 em regime de aulas presenciais e em tempo integral, tendo em conta o contexto da pandemia, Jorge Cardoso afirmou que todos os envolvidos devem dar o seu contributo visando garantir a retoma da normalidade em todo o território nacional.

“Estamos constantemente a fazer visitas em todos os concelhos e escolas para podermos ter de facto um pronunciamento sobre a retoma das aulas em regime presencial logo ainda no decorrer deste mês de Setembro”, prometeu.

Arranque do novo ano letivo

O ano lectivo 2021/2022 arranca no dia 13 de Setembro com aproximadamente 130 mil alunos e seis mil professores em regime presencial e exigência de apresentação do certificado de vacinação ou teste da covid-19 negativo aos professores e funcionários.

Desses 130 mil crianças, adolescentes e jovens, cerca de 16 mil e 500 estarão a frequentar os jardins de infância, 83 mil e 500 a frequentar o ensino básico e cerca de 30 mil a frequentar o ensino secundário, do 9º ao 12º ano de escolaridade. A Semana com Inforpress

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