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Kaká Barbosa: Grande combatente de causas e trovador popular 02 Maio 2020

Grande militante e combatente de causas e trovador popular de Cabo Verde. Foi desta forma como a líder do maior partido da oposição e o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas qualificaram o artista Carlos Alberto Lopes Barbosa, em reacção à sua morte, esta sexta-feira,01, no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia.

Kaká Barbosa: Grande combatente de causas e trovador popular

«O PAICV perde um militante de causas, que sempre se distinguiu pela sua coragem. Combatente da Liberdade da Pátria e militante exemplar do PAIGC/PAICV, quem conheceu Kaká Barbosa sabe que ele era ESPECIAL. Defensor acérrimo das grandes causas do Partido, Poeta e Músico engajado na defesa das garantias e dos direitos fundamentais da sua terra e suas gentes, Kaká Barbosa deixa um rico legado à Nação cabo-verdiana», descreve Janira Hopffer Alameda em comunicado distribuído à imprensa.

A líder tambarina fez questão de realçar que, há dois anos, teve o prazer de receber o Kaká Barbosa no seu meu gabinete, como Presidente do PAICV, onde lhe mostrou a vontade do seu partido ter o seu Hino próprio. «Lancei-lhe uma espécie de repto, ao que ele me respondeu que já estava a trabalhar nisso, pois, esse era um grande desejo, que ele conservava e acarinhava, com toda a sua alma. Assim fez.

Recebemos o KAKÁ BARBOSA na penúltima Comissão Política (antes do XVI Congresso), com a sua proposta de composição. Ouvimo-lo, no XVI Congresso, a 1 de Fevereiro, no Palácio da Assembleia Nacional, quando ele dedilhou e entoou a Música e a Letra, que ofereceu ao PAICV, para ser adoptado como Hino do Partido. Foi aplaudido de pé. Por todos. Porque o KAKÁ BARBOSA tinha essa capacidade de nos tocar a alma!», revelou Janira Hopfeer Almada, endereçando sentidas condolências à família enlutada.

Para ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Cabo Verde perde um grande trovador popular. «A nação cabo-verdiana perde, hoje (01/05), um dos grandes, um nome incontornável da escrita em crioulo, da prosa tradicional, da pesquisa na língua cabo-verdiana e na construção de uma verdadeira narrativa nacional sobre raiz da caboverdianidade. Cabo Verde perdeu uma voz única no canto popular e na poesia de inspiração revolucionária», lê-se num comunicado remetido a este jornal.

Abraão Vicente considera que Kaká Barbosa bebe da mesma fonte antiga que os tradicionalistas Nácia Gomi, N’Toni Denti D’Óru e Bibinha Cabral. «Kaká era, contudo, mais moderno, mais consciente, mais politicamente ativo em todas as frentes da cultura e do ativismo social e político. Em Kaka Barbosa, Cabo Verde teve um dos seus maiores cantautores populares. Criador de uma sensibilidade única, de uma personalidade cativante, intelectual convicto e agente cultural e social presente nos debates mais contemporâneos da evolução da cultura cabo-verdiana», frisou o ministro, para quem «cala-se a voz, fica a obra!». Endereça sentidas condolências à família de Kaká Barbosa e a toda comunidade artística cabo-verdiana.

Sindicalista e filho adoptivo de Santa Catarina

Mas as reações à morte de Carlos Alberto Lopes Barbosa não ficaram por aí. A nível das letras, o destaque vai para o presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras, para quem o falecimento de Kaká Barbosa significa uma grande perda para a Nação cabo-verdiana, por se tratar de um homem que deu os seus contributos em várias áreas. Conforme Daniel Medina, esta é uma grande perda não só para a Academia Cabo-verdiana de Letras, mas também para todo o País, tendo em conta que se trata de um homem “’íntegro, grande músico, compositor e activista social”.

A UNTC-CS lamentou também a perda física de um dos seus membros fundadores que foi Kaká Barbosa. “Neste momento de dor, a central sindical apresenta a sua solidariedade e um abraço de conforto à toda família da UNTC-CS”, disse, segundo a Inforpress, a Secretária-geral da organização, Joaquina Almeida, que falava aos jornalistas, no âmbito do Dia Internacional do Trabalhador, 01 de Maio.

Já para o presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina de Santiago, José Alves Fernandes, o seu município está de luto devido ao falecimento do seu “filho adoptivo ” Kaká Barbosa, que deixa ao Município (quem não se lembra da célebre canção Somada kem ki dau és kastigo) e ao País um relevante legado. “Foi com pesar que tomamos o conhecimento do falecimento de Kaká Barbosa e queremos apresentar, desde já, as nossas sentidas condolências à família e amigos mais próximos”, lê-se numa publicação da Câmara Municipal de Santa Catarina citada pela Inforpress.

O funeral de Kaká Barbosa realiza -se, na manhã deste sábado, 02 de Maio, no Cemitério da Várzea, na Praia. Mas familiares aconselham pêsames através de telefone ou redes sociais, dado as restrições impostas pelo estado de emergência devido à pandemia de Covid -19, em vigor na ilha de Santiago até 14 de Maio. Foto: Grito Rock Praia 2019

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