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Grandes nomes da cultura criticam Regina Duarte na secretaria da Cultura — "Sempre fui conservadora", diz atriz 22 Janeiro 2020

A escolha da atriz Regina Duarte para a pasta da Cultura acontece em plena tempestade, como substituta de Roberto Alvim, demitido do cargo na semana passada, acusado de copiar o discurso do ministro da Propaganda de Hitler. Zé de Abreu, Ana de Hollanda, Gregório Duvivier, Kleber Mendonça Filho, Débora Diniz e Pablo Villaça são algumas das personalidades que opinaram sobre a ligação entre a outrora vanguardista Regina Duarte e o conservador Bolsonaro. Mas há quem lembre que Regina é mil vezes melhor que um pastor evangélico na Cultura.

Grandes nomes da cultura  criticam Regina Duarte na secretaria da Cultura —

A ex-ministra da Cultura Ana de Hollanda discordando embora da aceitação de Regina Duarte pede à atriz um posicionamento mais firme em relação às declarações de Bolsonaro.

A famosa atriz, conhecida na Lusofonia pelas telenovelas — com personagens carismáticas como a Viúva Porcina, a " que era sem nunca ter sido", ou
a Rainha da Sucata —, também recebeu críticas de atores como Duvivier, Zé de Abreu, Pablo Villaça, Kleber Mendonça Filho.

Grandes nomes da Cultura têm criticado, em especial nas redes sociais, o facto de Regina Duarte aceitar o convite de Jair Bolsonaro — tido como feroz anti-arte e adepto da censura — para assumir a liderança da secretaria da Cultura.

Mas Regina conta com o apoio do cantor e compositor Gilberto Gil, ministro da Cultura entre 2003 e 2008, que espera que "a Regina veja a cultura do Brasil com os mesmos olhos (com) que eu e tantas outras pessoas vemos a bela figura dela".

A atriz Cássia Kiss, que contracenou com Regina em 1988 na telenovela "Vale
Tudo", acredita na habilidade da colega para liderar a Cultura e estabelecer um diálogo com o setor. "Ela votou no Bolsonaro, fez campanha pra ele. É justo ele convidar e que ela aceite. Se eu fosse ela, aceitaria. Mas como não votei no Bolsonaro, não ganhei esse convite. Ela tem capacidade, é uma atriz importante, que conhece a classe artística, com uma trajetória que lhe dá responsabilidade. Ela vai pedir ajuda sem pudor, a Regina não é uma mulher de fechar a porta para ninguém".

Também a atriz Letícia Sabatella, que critica o governo atual como "inimigo das artes", no entanto, vê Regina como alguém que tem amor à classe artística: "Tenho certeza que a Regina é uma pessoa que tem amor à classe artística. Sempre foi uma colega generosa, adorável. É uma mulher de histórico muito feminista. Ela tem uma representatividade muito forte e pode dar uma visibilidade grande à cultura. É muito melhor do que o quadro anterior".

A atriz Lucélia Santos, a residir em Portugal, comentou que "antes Regina do que um pastor evangélico".

Fontes: Globo/Estado de São Paulo

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