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Greve da Polícia: Forte adesão com agentes trajados de preto em protestos pelas ruas 27 Dezembro 2017

A Polícia Nacional encontra-se em greve-geral com manifestações de agentes, trajados de preto, pelas ruas desde manhã de hoje. O presidente do Sindicato Nacional da Polícia, José Barbosa, garantiu, em declaração à Radio Nacional, que a participação está a ser « impressionante com uma adesão a rondar os 99 por cento» dos efetivos de mais de dois mil agentes policiais associados. Os protestantes pedem a demissão do ministro Paulo Rocha, ao mesmo tempo que denunciam ser ilegal a requisição civil decretada pelo Governo de Ulisses Correia e Silva.

Greve da Polícia: Forte adesão com agentes trajados de preto em protestos pelas ruas

« A adesão é muito impressionate, com uma aderência em massa de 99 por cento de efetivos da Polícia Nacional», garantiu o presidente do SINAPOL, que esteve acompanhado do presidente da Confederação Cabo-verdiana de Sindicatos Livres - CCSL, José Manuel Vaz.

Segundo a mesma fonte, na Praia mais de 700 policiais aderiram ao movimento basta. Trajados de preto, os agentes da PN percorreram as principais artérias da Capital, tendo a marcha culminado com uma concentração frente ao Palácio do Governo. « Queremos o nosso direito», Ministro não cumpriu» e « Não queremos ministro incumpridor» foram, entre outras, palavras de ordem e inscrições em cartazes registadas durante a marcha de protesto.

Barbosa Justifica que a grave aconteceu porque o Ministério da Administração Interna inviabilizou as negociações, não tendo o ministro Paul Rocha participado no encontro - um representante dele que estava em S.Vicente compareceu à reunião duas horas depois da hora marcada.

Pedido de demissão do ministro e requisição civil ilegal

O presidente do SINAPOL continua a discordar da ideia posta a circular pelo governo, através do ministro da Administração Interna, de que o aumento salarial e o pagamento do subsidio de condição policial que reivindicam não serem prioritários, isto atendendo os investimentos realizados na Polícia e o impacto do mau ano agrícola em Cabo Verde.

Diante de tudo isto, os grevistas pedem a demissão do ministro Paulo Rocha, ao mesmo tempo que denunciam ser ilegal a requisição civil decretada pelo governo de Ulisses Correia e Silva - diz o SINAPOL que não negociou nem recebeu antecipadamente qualquer informação neste sentido.

Tudo indica que o impacto da grave será maior a partir desta tarde, com a chegada de voos internacionais no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, em que poderão surgir problemas nas fronteiras, apesar da requisição civil decretada. A paralização dos serviços da polícia com manifestação de protesto vai prosseguir até o dia 29 deste mês em todas as ilhas de Cabo Verde. Foto: Inforpress


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