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Guatemala: Presidente eleito Alejandro Giammattei diz que não procurará confronto com EUA mas reciprocidade sobre acordo de migração coercivo 16 Agosto 2019

Guatemala: Presidente eleito Alejandro Giammattei diz que não procurará confronto com EUA mas reciprocidade sobre acordo de migração coercivo

"Eu serei respeitoso (com Trump) porque as relações diplomáticas são baseadas na reciprocidade", disse Giammattei em entrevista esta terça-feira, 13, à agência noticiosa francesa, AFP.

Giammattei concretizou que o seu plano de governo é "atacar" a pobreza que afeta 60 por cento dos 17,7 milhões de guatemaltecos, além de enfrentar a delinquência que deixa 4.500 mortos por ano, fatores que empurram para a emigração ilegal rumo aos Estados Unidos.

Eleito com a promessa de combater a probreza e a criminalidade — bem como, reformar a máquina do Estado, após os quatro anos turbulentos de Morales, cujo mandato ficou manchado com alegações de corrupção —, Giammattei disse na entrevista que fará "abordagens concretas" sobre a questão da migração com o governo dos Estados Unidos sem buscar confrontos: "Se me tratarem bem, eu tratarei bem. Se me tratarem mal, tratarei mal. Mas essa não é a questão. O importante é não chegar ao confronto", repetiu.

A tomada de posse acontece em janeiro: Giammattei, médico, de 63 anos, substituirá o atual presidente, Jimmy Morales, um ex-comediante eleito em 2015 e cujo mandato ficou manchado por alegações de corrupção,segundo a CICIG-Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala. O mandato desta vai até 3 de setembro depois de um trabalho de 12 anos no país, durante o qual foram revelados vários casos de corrupção de alto impacto.

Acordo coercivo vai ser discutido pelo Congresso

Giammattei disse que vai submeter ao Congresso o acordo alcançado entre Washington e o governo de Morales, pelo qual a Guatemala irá servir como "terceiro país seguro" para receber os que buscam asilo nos Estados Unidos.

Trump chegou a ameaçar a Guatemala de tributar as suas exportações e remessas de emigrantes, se o governo de Morales não assinasse o acordo.

O texto do acordo, concluído em julho, só não entrou em vigor porque vários recursos judiciais alegam que este país da América Central não tem capacidade, nem infraestrutura, para servir como "terceiro país seguro".

Giammattei na entrevista diz: "Entendo a posição do presidente Trump, que é para cumprir uma promessa de campanha. Ele quer vincar junto do seu eleitorado essa imagem do homem que cumpre o que prometeu".

Tratar na origem fatores que empurram para a imigração ilegal

Para deter a onda migratória, o futuro governante propõe — entre outros investimentos destinados a áreas fronteiriças com o México —a criação de "um banco de investimento" sob o guarda-chuva da Organização de Estados Americanos (OEA) para fomentar o desenvolvimento rural, a agroindústria e melhorar a infraestrutura em ambos os lados da fronteira.

Giammattei está convicto de que as parcerias regionais são importantes para travar o problema migratório, que leva as pessoas a emigrar "porque não têm oportunidades de conseguir um emprego, porque não têm uma casa, pelos baixos níveis de saúde e educação", disse.

Nesse sentido, Giammattei reunir-se-á na próxima semana com o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, para conversar sobre megaprojetos contemplados na Guatemala, como a construção de uma linha ferroviária de ponta e um novo porto marítimo.

Combater corrupção, cartéis mexicanos de droga

Sobre o combate à corrupção, Giammattei garante que o país vai prosseguir a luta contra a corrupção que corrói o país. Mas é taxativo sobre a renovação do mandato da comissão onusiana: "A Cicig já acabou".

O próximo presidente acrescentou que o seu governo perseguirá os cartéis de narcotráfico, "muitos deles mexicanos que estão a operar na Guatemala". Para isso, conta na referida reunião em El Salvador abordar medidas concretas para combater os gangs de narcotráfico que amedrontam a região centro-americana.

Sandra Torres em vantagem falha meta

Chegou em vantagem na segunda-volta, após sagrar-se primeira, com 22,08% na primeira-volta — realizada em 16 de junho, com 19 candidatos.

Reza a biografia da jornalista Sandra Torres, prestes a fazer 64 anos, primeira-dama durante o mandato do presidente Alvaro Cobom, entre 2008 e 2012, que ela se divorciou em 2011 para poder candidatar-se à presidência da República.

Fontes: AFP/Washington Post/El País/. Fotos: 1. Na sua quarta candidatura presidencial, depois de 2007, 2011 e 2015, o médico Giammattei venceu a eleição presidencial de 2019, já na segunda-volta (depois de obter apenas 13,95% na primeira-volta).

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