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Guerra Rússia/Ucrânia: Famílias dos tripulantes do Moskva exigem respostas. "Estão a mentir-nos" 19 Abril 2022

Na Rússia, são cada vez mais vozes que clamam por explicações, revela NM que cita várias fontes de familiares dos tripulantes do navio russo alegadamente atingido por mísseis ucranianos.

Guerra Rússia/Ucrânia: Famílias dos tripulantes do Moskva exigem respostas.

Conforme conta a mesma fonte, várias horas após a meia-noite, a 15 de abril, Dmitry Shkrebets, colocou uma fotografia sua e do seu filho, Yegor, na rede social russa vKontakte. Estava orgulhoso do filho, marinheiro no Moskva.

"Um país como a Ucrânia não deveria existir. É terra russa habitada por pessoas que esqueceram que são russas", escreveu num comentário, ignorando que o filho provavelmente já estaria morto.

Num outro post, queixou-se de que ninguém lhe dizia nada sobre o seu filho um dos tripulantes do navio afundado no Mar Negro por misseis ucranianos.

Não havia notícias sobre o destino dos tripulantes, apenas um vídeo, com a tripulação sã e salva com cerca de cem militares - quando eram cerca de 500 pessoas a bordo.

“Fui informado pelos comandantes diretos do Moskva de que o meu filho, um recruta, não está entre os mortos e os feridos, mas está listado como desaparecido. Um recruta que não deveria estar a participar das hostilidades é listado como desaparecido. Ele desapareceu em alto mar?!!!”, escreveu o pai numa publicação que acabaria por ser apagada segundo NM.

Depois, contou que três outras famílias russas entraram em contacto consigo, com histórias semelhantes de filhos recrutas também desaparecidos.

"[O meu filho] serviu como cozinheiro do navio. [...] O anúncio oficial do Ministério da Defesa dizia que havia um incêndio a bordo do navio e que houve uma explosão de munições. Disseram que toda a tripulação tinha sido evacuada. Estão a mentir-nos", escreveu o homem.

A mãe de um sobrevivente, contudo, conta uma versão diferente e diz que falou com o filho via telefónica. Este ter-lhe-á dito que cerca de 40 pessoas morreram, muitas ficaram feridas e outras estão desaparecidas. O jornal Novaya Gazeta Europe, que falou com a mulher, não divulga a identidade nem desta, nem do filho.

Mas as questões sobre o navio-almirante da frota russa do Mar Negro não ficam por aqui e na Rússia são cada vezes mais vozes que clamam por explicações.

Vladimir Solovyov, apoiante de Putin que viu uma das suas casas arrestadas em Itália ser incendiada e vandalizada, falou sobre o tem em direto na televisão russa. “Como diabos perdemos Moskva?”, perguntou, questionando o que o navio fazia ali e como foi possível, por exemplo, os sistemas anti-incêndio não terem funcionado. “Estou furioso com o que aconteceu". Na versão russa, o navio afundou após um incêndio.

Naquilo que as autoridades norte-americanas e de Kyiv qualificaram como um duro golpe para a capacidade naval da Rússia, o navio-almirante da frota russa do Mar Negro afundou-se após ter sido atingido por dois mísseis ucranianos, conclui a fonte deste jornal. Foto: © Getty Images

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