REGISTOS

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Guerra Rússia/Ucrânia: Joe Biden acusa Rússia de "violar sem vergonha a Carta da ONU" 21 Setembro 2022

Esperava-se um forte ataque de Joe Biden a Vladimir Putin na Assembleia Geral da ONU e o Presidente dos Estados Unidos não desiludiu. No seu discurso, abordou os principais problemas da Humanidade, como as alterações climáticas ou a insegurança alimentar, mas o principal alvo foi o Kremlin.

Guerra Rússia/Ucrânia: Joe Biden acusa Rússia de

"Um membro permanente do Conselho de Segurança tentou varrer um país do mapa. Ainda hoje fez ameaças nucleares à Europa e agora chama mais soldados, enquanto o Kremlin organiza referendos fictícios", disse Biden citado pela EN.

Para o líder norte-americano estão em causa as fundações da ONU, uma vez que a " Rússia violou sem vergonha os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas". A solução, de acordo com Biden, passa por uma reforma da organização criada em 1945, em plena ressaca da II Guerra Mundial.

"Os membros do Conselho de Segurança da ONU, incluindo os EUA, devem defender e apoiar de forma consistente a Carta das Nações Unidas e limitar o uso do direito de veto - exceto em situações raras e extraordinárias - para garantir que o Conselho se mantém credível e eficaz. É por isso que os EUA apoiam o aumento no número de membros do Conselho, quer permanentes, quer temporários", destacou.

Joe Biden afirmou ainda que "Putin alega que tinha de agir porque a Rússia se sentia ameaçada. Mas ninguém ameaçou a Rússia", afirmou.

A crescente tensão entre Washington e Pequim também não foi esquecida, com o líder dos Estados Unidos a deixar bem claro que o seu país "não procura conflitos nem uma guerra fria e não exige que nenhum país escolha entre os EUA ou qualquer outro parceiro". Sublinha, no entanto, que não abdicam de promover a sua "visão de um mundo livre, aberto, seguro e próspero".

Em matéria de segurança alimentar, o presidente norte-americano anunciou um pacote de 2,9 mil milhões de dólares de assistência, dois quais 2 mil milhões através da agência USAID, e 220 milhões em programas de alimentação escolar em África e na Ásia Oriental.

No que diz respeito às alterações climáticas, Biden disse que os acontecimentos do último ano provaram que é urgente agir e lembrou que a sua administração tinha aprovado recentemente o maior pacote legislativo de sempre. Ainda assim, sublinhou que os esforços para usar fontes de energia limpas e renováveis tinham de ser globais, e não apenas norte-americanos, refere a EN.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project