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Guerra Rússia/Ucrânia: Oligarcas russos alvo de sanções refugiam-se em Israel 12 Mar�o 2022

Os oligarcas russos, sob a ameaça de sanções do ’Ocidente’, vão poder no Estado de Israel usufruir de um período de dez anos em que não têm de justificar a origem do seu dinheiro. Alvo de sanções, como Biden especificou este mês —"para vos retirar iates, mansões, aviões privados", enfim "o vosso dinheiro ilícito" —, estão Moshe Kantor, Mikhail Fridman, Oleg Deripaska, Viktor Vekselberg e Roman Abramovich (foto).

Guerra Rússia/Ucrânia: Oligarcas russos alvo de sanções refugiam-se em Israel

Os cinco bilionários sancionados pelas ligações estreitas ao Kremlin são trinacionais — três nascidos na Rússia e dois na Ucrânia-URSS, todos de ascendência judia — e têm todos passaporte israelita e residências na Rússia, Israel e Inglaterra.

Moshe Kantor (1º à esqª), de 68 anos, desde 2006 que tem sido sucessivamente eleito para presidir a influente ’Associação dos Judeus na Europa’. Segundo a Forbes, o também líder religioso vale "US$7.6" — 7,6 mil milhões de dólares – o que faz dele o 650º mais rico a nível mundial.

Mikhail Fridman, nascido na Ucrânia soviética há 57 anos (2º à esqª), vale US$14.8" — 14,8 mil milhões de dólares – o que faz dele o 68º mais rico a nível mundial e o 2º da Rússia, de acordo com o ranking da Forbes.

Oleg Deripaska (3º), de 54 anos e que já foi o nº1 na lista de bilionários da Rússia, vale um montante próximo dos quatro mil milhões de dólares ou só metade disso, pelas estimativas da Forbes.

Viktor Vekselberg (4º, o penúltimo), nascido na Ucrânia soviética há 64 anos, foi em 2019 classificado como o 119º bilionário mundial e 19º russo, com 11 mil milhões de dólares. Obteve a cidadania israelita em 2019 após ser investigado sobre a interferência russa na presidencial americana de 2016.

Roman Abramovich "lidera lista de bilionários de Portugal"

Segundo estimativas da Forbes, o trinacional dono do Chelsea (desde 2003) e recente nacional português vale "US$12.9 bn" — 12,9 mil milhões de dólares – o que faz dele aos 55 anos o segundo mais rico de Israel (cuja cidadania obteve em 2018), o 11º da Rússia e o 1º de Portugal (desde 2021).

Abramovich por estes dias com os bens congelados, designadamente no Reino Unido, os bancos suspenderam-lhe e ao Chelsea os cartões de crédito. Entretanto o governo de Johnson dadas as implicações no clube autorizou a emissão de "uma licença especial para [o Chelsea] poder continuar a trabalhar".

A emissão da "licença especial" condiciona o Chelsea, que passa a estar proibido de arrecadar receitas de bilheteira, lucros dos jogos dos campeonatos, bem como, a faturação das lojas do clube.

Fontes: Times of Israel/AFP/ Sputnik/Bloomberg/Reuters/Forbes /Getty (fotos).

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