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Guerra Rússia/Ucrânia: Pequim pede contenção após míssil de fabrico russo ter atingido a Polónia 16 Novembro 2022

A China pediu hoje "calma" a todas as partes na sequência das informações sobre o míssil de fabrico russo que atingiram a Polónia e que colocaram o exército polaco em estado de alerta.

Guerra Rússia/Ucrânia: Pequim pede contenção após míssil de fabrico russo ter atingido a Polónia

"Na situação atual, todas as partes envolvidas devem manter a calma e a contenção para que seja evitada uma escalada", disse, segundo a Lusa, Mao Ning, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em Pequim.

Da mesma forma, o secretário-geral ONU defendeu na terça-feira à noite que é "absolutamente essencial" evitar o agravamento da guerra na Ucrânia, mostrando-se "profundamente preocupado" com a queda de um míssil de fabrico russo na Polónia.

Numa breve declaração transmitida pelo porta-voz da ONU, António Guterres apelou a uma "investigação exaustiva" sobre a queda do míssil que matou duas pessoas na Polónia.

Conforme ainda a Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Polónia confirmou na noite de terça-feira que um “projétil de fabrico russo” atingiu o território deste país da Nato junto à fronteira com a Ucrânia, causando a morte a duas pessoas.

"Na vila de Przewodów (...), um projétil de fabrico russo caiu, matando dois cidadãos da República da Polónia", salienta-se num comunicado do porta-voz do ministério, Lukasz Jasina.

Na mesma nota acrescenta-se que o embaixador russo na Polónia foi convocado para prestar "explicações detalhadas".

Por outro lado, os líderes do G7 e da Nato (Organização do Tratado do Atlântico Norte) decidiram apoiar uma investigação sobre a queda do míssil de fabrico russo, disse o Presidente dos EUA.

Hoje, a estação de televisão norte-americana CNN noticiou que um avião da Nato, que sobrevoava o espaço aéreo da Polónia, rastreou o míssil que explodiu no país na terça-feira e matou duas pessoas.

"A informação com pistas de radar [do míssil] foi fornecida à Nato e à Polónia", acrescentou a mesma fonte, que não foi identificada.

Segundo ainda a Lusa, as aviões da Nato têm realizado vigilância regular em torno da Ucrânia desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.

No entanto, a fonte da CNN não esclareceu mais dados sobre o disparo do míssil, nem de onde foi lançado.

Biden terá dito à NATO que míssil que caiu na Polónia era da defesa aérea ucraniana

Entretanto, Reuters avança que uma fonte da NATO revelou que o presidente dos EUA informou a Aliança e o G7 que o míssil que caiu na Polónia era um míssil de defesa aérea ucraniano. A queda do míssil fez dois mortos.

A Lusa acrescenta que o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que é improvável que o míssil que atingiu a Polónia e matou duas pessoas tenha sido disparado a partir da Rússia.

"Há informações preliminares que contestam isso", disse Biden aos jornalistas quando questionado se o míssil foi disparado da Rússia.

"É improvável nas linhas da trajetória que tenha sido disparado da Rússia, mas veremos", acrescentou.

O presidente turco, Tayyip Erdogan, disse, por seu turno, que a explosão na Polónia não deverá ter nada a ver com a Rússia e que é necessário efetuar-se uma investigação detalhada a este incidente.

Rússia diz que ataques na Ucrânia aconteceram a cerca de 35 km da fronteira polaca

Já o Ministério da Defesa da Rússia garantiu, segundo a CNN, que os seus ataques à Ucrânia aconteceram uma distância não inferior a 35 quilómetros da fronteira com a Polónia, avança a agência de notícias RIA Novosti.

O ministério diz ainda que, de acordo com as imagens do local, especialistas identificaram fragmentos do míssil ucraniano S-300.

"Declarações de várias fontes ucranianas e oficiais estrangeiros sobre os alegados ’mísseis russos’ que caíram na cidade de Przewodów são uma provocação deliberada com a intenção de fazer escalar a situação", escreve o departamento segundo a CNN.

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