INTERNACIONAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Guerra Rússia/Ucrânia: Sirenes em Kiev e bombardeamentos em Mykolayiv. O que aconteceu até agora no 12.º dia de guerra 07 Mar�o 2022

Madrugada de sirenes e confrontos na Ucrânia, que amanhece com a autorização russa para seis corredores humanitários, que já foram criticados pela Ucrânia, uma vez que encaminhariam a fuga para a Rússia e Bielorrússia. Comitivas ucraniana e russa voltam a juntar-se à mesa hoje para nova ronda de negociações.

Guerra Rússia/Ucrânia: Sirenes em Kiev e bombardeamentos em Mykolayiv. O que aconteceu até agora no 12.º dia de guerra
  • Madrugada de sirenes em Kiev e manhã de intensos combates nos arredores da capital da Ucrânia. O governador da cidade diz que se trata de uma estratégia do invasor para pressionar a entrada na cidade e que Bucha, Hostomel, Vorzel e Irpin estão a ser destruídas pelo inimigo. "Estão deliberadamente a matar civis", alerta Vitaly Klitschko.
  • As tropas russas atacaram a cidade portuária de Mykolaiv durante a madrugada, tendo conseguido entrar no aeroporto. Nos bombardeamentos da noite registaram-se pelo menos um morto e três feridos. Ao final da manhã, o controlo do aeroporto foi recuperado pelas forças ucranianas.
  • Também Odessa foi alvo da ofensiva russa. Durante a madrugada, militares russos dispararam mísseis, a partir do mar, contra a vila de Tuzla, em Odessa. O ataque atingiu "infraestruturas estratégicas" e não foram reportadas vítimas mortais.
  • Os bombardeamentos russos a zonas residenciais de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, nas últimas 24 horas, fizeram pelo menos oito mortos. Foram ainda resgatadas 200 pessoas de 21 edifícios em chamas no centro da cidade, com as autoridades a admitirem a existência de mais vítimas.
  • Ainda na região de Kharkiv, as forças ucranianas retomaram o controlo da cidade de Chuhuiv, anunciou o conselheiro presidencial Oleksiy Arestovych. A cidade tem sido palco de violentos ataques desde o início da ofensiva russa.
  • Em Mariupol, milhares de pessoas passaram a noite no subsolo para escapar a mais uma madrugada de bombardeamentos das forças russas, que cortaram o fornecimento de alimentos, água, energia e aquecimento.
  • A Rússia anunciou que autorizava a abertura de seis corredores humanitários para a retirada de cidadãos ucranianos. No entanto, desses corredores, que a Ucrânia afirma ainda não estarem abertos, apenas dois não terminam em território russo ou bielorrusso. A primeira-ministra da Ucrânia já veio dizer que a proposta de fuga para Rússia e Bielorrússia é imoral.
  • As sanções à Rússia podem conhecer novos capítulos. A presidente da Comissão Europeia já confirmou que a União Europeia está a trabalhar num novo pacote para punir “a guerra atroz” conduzida pelo presidente russo e a “negligência do Kremlin em relação aos civis”.
  • O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o futuro da Europa está a ser decidido pela resistência ucraniana. Zelensky pediu aos líderes ocidentais para lhe darem mais aviões militares e apelou ainda ao boicote de petróleo russo, além do boicote às exportações e importações.
  • O preço do petróleo bruto Brent para entrega em maio subiu hoje 12,25% no mercado de futuros de Londres, alcançando o valor mais alto desde 21 de julho de 2008.
  • A Rússia faltou à audiência no Tribunal Internacional de Justiça, em Haia. Perante a ausência russa, o tribunal afirmou que vai decidir "assim que possível" sobre o pedido da Ucrânia para que a Rússia termine de imediato as hostilidades.
  • Portugal e todos os outros países da União Europeia fazem parte da lista de países que o governo russo considera que tomaram "ações hostis" contra a Rússia. A lista foi publicada esta segunda-feira e inclui ainda países como os EUA, o Reino Unido e a Coreia do Sul.
  • A terceira ronda de negociações entre Ucrânia e Rússia está prevista arrancar às 16:00 de Kiev (14:00 em Lisboa) na Bielorrúsia. O primeiro objetivo é conseguir um acordo de cessar-fogo.
  • A China diz que “já está a mediar” o conflito na Ucrânia e que vai fazer esforços para oferecer assistência humanitária, o que “não deve ser politizado”. No entanto, Pequim continua a recusar condenar a invasão da Ucrânia.
  • Pelo menos 1.5 milhões de refugiados saíram da Ucrânia desde o início da invasão, estima a ONU.
  • A Hungria anunciou que não autoriza o envio de armas para a Ucrânia através do seu território, segundo um decreto publicado esta segunda-feira e que clarifica esta situação. Por outro lado, está autorizada a passagem de tropas da NATO e de armamento da NATO para outros Estados-membros da organização. A Semana com CNN Portugal

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project