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Guerra Rússia/Ucrânia: Soldados russos de elite queixam-se da incompetência das chefias 07 Novembro 2022

Os militares de uma unidade russa de elite que combate na Ucrânia publicaram hoje uma carta de protesto referindo as elevadas baixas que sofreram num ataque que, afirmam, foi planeado de forma "incompetente", noticia o portal russo de notícias no exílio Meduza.

Guerra Rússia/Ucrânia: Soldados russos de elite queixam-se da incompetência das chefias

"Os soldados da Brigada da Marinha de Guerra 155 enviaram uma carta ao governador de Primorye, Oleg Kozhemyako, queixando-se das ações de comando e que causaram grandes baixas", publica o portal Meduza, com sede em Riga, citado pela Lusa,

Segundoo a mesma fnte, a unidade militar (Brigada 155), aquartelada no distrito russo de Primorye é considerada uma força de assalto de elite.

De acordo com a carta publicada pela publicação digital russa no exílio, em inglês e russo, a força de assalto sofreu "centenas de baixas".

"Outras fontes", escreve o Meduza, referem que a mesma unidade perdeu em combate mais de metade dos veículos blindados de que dispunha.

No ataque contra a pequena localidade de Pavlivka, perto de Donetsk (leste da Ucrânia), as forças russas foram atacadas por efetivos ucranianos que tomaram posições mais elevadas no terreno.

Os confrontos fizeram mais de 300 baixas, "entre mortos e feridos", ou mesmo "300 mortes" segundo o portal de notícias Meduza, rela a fonte deste jornal

As informações da mesma publicação digital são igualmente mencionadas nas redes sociais que também citam a suposta carta dos soldados russos e alguns alegados testemunhos da batalha que terá ocorrido no final do mês de outubro.

Na carta, os membros da unidade de elite, pedem, alegadamente, ao governador de Primorye que solicite ao "comandante supremo das Forças Armadas russas" o envio de uma comissão independente para investigar a suposta derrota.

O portal Meduza encontra-se na capital da Letónia onde se encontram exilados jornalistas russos desde 2014.

Segundo a Lusa, o portal foi bloqueado pelas autoridades de Moscovo sendo que a consulta é proibida aos cidadãos russos desde a nova invasão de Moscovo contra a Ucrânia que começou no passado dia 24 de fevereiro.

Kremlin nega "incompetência" e perda de centenas

Entretanto, o Ministério russo da Defesa garantiu, segundo NM, que as forças do Kremlin avançaram cinco quilómetros nos últimos 10 dias a sudoeste de Donetsk.

Citado pela agência estatal russa RIA, o ministério da Defesa russo negou ter perdido centenas de efetivos numa missão rotulada como "inútil" por alguns a este da Ucrânia.

As afirmações de vários ’bloggers’ de que a 155.ª brigada de fuzileiros navais da Frota do Pacífico sofreu “perdas altas e inúteis de pessoas e equipamentos” foi negada pelos russos que, por sua vez, afirmam que ao longo de 10 dias a unidade avançou cinco quilómetros em posições defensivas ucranianas a sudoeste de Donetsk.

Acusadas de "incompetência" por vários ’blogs’ militares russos, as forças russas responderam, garantindo que "devido às ações competentes dos comandantes das unidades, as perdas de fuzileiros no período determinado não ultrapassam 1% da força de combate e 7% feridos, uma parte significativa dos quais já retornou ao serviço", refere NM.

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