ECONOMIA

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Guerra aos casinos faz tremer economia de Macau — Chow no Djeu 02 Fevereiro 2022

O governo chinês está a introduzir mudanças no sistema económico da região especial de Macau. Peritos analisam que o objetivo de Pequim é conduzir o desenvolvimento na única cidade chinesa onde o jogo é legal. Sinal desta nova etapa é a guerra aos casinos, como mostra a detenção do segundo magnata Alvin Chau, o diretor-executivo do grupo ’Suncity’, presente em mais de 40% dos casinos do território.

Guerra aos casinos faz tremer economia de Macau — Chow no Djeu

A multimilionária indústria do jogo de fortuna e azar sofreu há um mês uma tremenda perda, cinco biliões de dólares, na bolsa de Hong Kong no dia seguinte à prisão de Alvin Chau.

A agência de rating Fitch colocou, no início deste ano, todos os casinos de Macau com perspetiva negativa. Os números do último ano mostraram a tendência de declínio: nos últimos cinco anos, os casinos perderam mais de 100 mil milhões de HKD (dólares de Hong Kong, mais de nove mil milhões contos CVE) — há uma década a média mensal de lucros atingia mais de 30 mil milhões de patacas (a moeda oficial de Macau, ou seja, c. três mil milhões contos CVE).

Enquanto a imprensa económica internacional destaca a machadada no setor que entrará em colapso, analistas como Valeria Tan demonstram a estratégia de Pequim por trás da guerra aos casinos de Macau.

Afinal, a República Popular da China é a fonte donde emana a maior parte da clientela, mais de 70%, dos mais de trinta casinos de Macau — que entre 1990, ainda território sob administração portuguesa, e 2002 eram monopólio de Stanley Ho.

Pandemia de Covid-19. Em 2019, o turismo vocacionado para o jogo conseguiu levar a Macau perto de cinco milhões de turistas, três milhões dos quais chineses. Com a pandemia a fechar fronteiras, o percentual de turistas chineses atingiu nos dois últimos anos os 92 por cento.

Estes dados constam de relatórios analisados pelo departamento de Gestão Integrada de Resorts e Turismo da Universidade de Macau.

Djeu

O magnata do jogo Santley Ho, que em 1995 era visto como o grande investidor que ia dinamizar a economia cabo-verdiana, acabou por ceder posição à Macau Legend Development, de David Chaw.

Mas só em 2015 arrancaram os trabalhos na Gamboa. Previsto para abrir em 2021, o casino no Djeu ainda não passa do desenho (foto). Permanece a agressão visual das ruínas que, como um cidadão escreveu em 2005 neste semanário, deviam ser derruídas em nome da estética da baía da Gamboa.

Fontes: SCMP/abc.au/... Relacionado: Primeiro casino a abrir em Cabo Verde deixa de pagar prémio ao Estado face a baixas receitas,11.dez.019. Fotos: O casino no Djeu ainda não passou do desenho.

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