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Guerra na Ucrânia, russos personae non gratae: Portugal expulsa-os, Irlanda corta-lhes combustível 06 Abril 2022

Esta quarta-feira, ao quadragésimo-primeiro dia da invasão à Ucrânia, as representações russas na República da Irlanda (foto da embaixada em Dublin, em baixo) alertam que estão em situação desesperada, sem combustível porque as empresas irlandesas cortaram o fornecimento. Em Portugal, o MNE anuncia a expulsão de dez cidadãos russos, funcionários da representação em Lisboa (foto ao alto). O presidente em apresentação às assembleias nacionais da Irlanda e Portugal agradece.

Guerra na Ucrânia, russos personae non gratae: Portugal expulsa-os, Irlanda corta-lhes combustível

A embaixada russa em Dublin e o consulado em Limerick enfrentam um corte no fornecimento de combustível, segundo "o grito desesperado" esta quarta-feira dos diplomatas atingidos pelas sanções impostas por vários países.

Em Portugal dez funcionários da embaixada da Rússia (foto) — mas "não são diplomatas" — foram declarados ’personae non gratae’ e têm duas semanas para abandonar o país. A justificação dada pelo governo de António Costa é que mantêm "atividades contrárias à segurança nacional".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português explicou num breve comunicado que já notificou a decisão ao embaixador russo, Mikhail Kamynin. "O governo português reitera a condenação, firme e veemente, da agressão russa em território ucraniano", assinalou o Ministério, sem revelar a identidade dos cidadãos russos.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, também condenou o "massacre" atribuído às tropas russas na cidade ucraniana de Bucha/Busha, ao norte de Kiev, onde foram descobertos centenas de cadáveres depois da retirada do exército russo, e definiu-o como "outra violação intolerável dos direitos humanos".

Portugal junta-se assim a outros países europeus que nos últimos dias têm anunciado "a expulsão de diplomatas e de outro pessoal da Rússia", devido ao massacre de ucranianos segundo imagens divulgadas desde domingo.

Grato, presidente Zelensky. O chefe de Estado ucraniano agradece a atuação dos governos da Irlanda e Portugal. Em videomensagem à dáil, a assembleia nacional em Dublin, agradeceu ao povo irlandês, "a cada cidadão irlandês" o seu apoio. "Vocês não foram neutrais, apoiaram-nos".

Nesta mesma manhã, o Taoiseach/chefe do governo irlandês respondeu a Zelensky: "Somos um país que defende a neutralidade militar. Mas perante crimes de guerra não somos nem política nem moralmente neutros", disse o primeiro-ministro Micheál Martin.

Em Portugal anuncia-se que Zelensky irá (amanhã?)dirigir-se ao parlamento, em São Bento.

Declaração extrema, ’persona non grata’ , foi recentemente aplicada em situações tais como aqui noticiámos: Erdogan ameaça expulsar embaixador dos EUA e mais 09 que pediram libertação do opositor Kavala, 24.out.021; EAU oásis de monarcas, presidentes, personae non gratae na pátria, 23.ago.021; Personae non gratae: Rússia expulsa diplomatas solidários com Navalny ..., 06.fev.021.

Fontes: Irish Times/BBC/SIC/Sapo.pt/Arquivo. Fotos: A embaixada russa na Zona Centro de Lisboa — há um mês alvo de uma manifestação a repudiar a invasão, com a projeção sobre a fachada do edifício da bandeira ucraniana — está entre as representações russas visadas na nova vaga de expulsão de ’personae non gratae’. Esta medida é tida como uma das mais extremas nas relações internacionais.

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