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Guiné-Bissau na iminência de nova crise: Assembleia Nacional sem consensos para eleger 2º vice-presidente 20 Abril 2019

A Guiné-Bissau que foi, a 16 de Março a eleições gerais, está na eminência de entrar novamente em crise política. É que ficou suspenso, até próxima sexta-feira, um novo debate entre os recém-eleitos deputados da Assembleia Nacional Popular que ontem,19, não conseguiram chegar a nenhum consenso em torno das entidades dirigentes da Assembleia, apesar de várias rondas de negociações. A discórdia - por causa do chumbo do líder do MADEM-G 15 (Braima Camará) como segundo vice-presidente - foi tal que o presidente da Assembleia, Cipriano Cassamá, referiu não colocar de parte demitir-se do cargo.

Guiné-Bissau na iminência de nova crise: Assembleia Nacional  sem consensos para eleger 2º vice-presidente

Segundo a RFI, durante 13 horas de debates na abertura do novo parlamento guineense, os deputados não alcançaram consensos sobre os novos dirigentes da casa legislativa.

O presidente do órgão, Cipriano Cassama, teve que suspender os debates por volta das 3 horas da madrugada, já que não havia entendimento quanto a fórmula para eleição da figura de segundo vice-presidente do Parlamento.

Para a mesma fonte, o impasse deveu-se ao facto de o nome proposto pelo segundo partido mais votado nas últimas legislativas, o deputado Braima Camará, coordenador do Madem, ter sido chumbado - foi reprovado com 50 votos contra, 47 a favor e três (03) abestenções, no total de 100 votantes, dos 101 deputados presentes na sala.

O Madem, partido criado por dissidentes do PAIGC, diz que vai voltar a propor o nome do seu líder Braima Camará para ser novamente votado pelos deputados, a bancada do PAIGC diz que não pode ser, que o Madem tem que apresentar um outro nome.

A situação ficou bloqueada, mesmo como várias rondas de negociações, pela madrugada dentro.

Conflito ou bom senso do MADEM?

Perante o impasse, Cipriano Cassamá convocou uma nova reunião do parlamento para terça-feira, dia 23, e já avisou se não houver consensos, não coloca de parte demitir-se do cargo de presidente do parlamento ou então pedir clarificação do regimento parlamentar ao Supremo Tribunal de Justiça.

Segundo analistas locais, com este episódio, começou da pior forma a décima legislatura do parlamento guineense. Alertam que os políticos guineenses precisam de tomar juízo - todos são iguais com a mesma legitimidade eleitoral, mas quando perdem democraticamente devem saber aceitar pacificamente os resultados.

Admitem que o MADEM está a começar muito mal e a reassumir ser o principal foco de instabilidade política na Guiné-Bissau - foi mentor da divisão do PAIGC tentando chegar ao poder (Primeiro-minsitro) ilegalmente através do grupo dos 15 deputados com apoio do Presidente José Mário Vaz. Apelam que a CEDEAO e a comunidade internacional devem começar a atuar de imediato. É que o líder do MADEM fez um discurso de mudança e democracia durante a campanha eleitoral, mas tem de evitar ser incoerente, tentando encontrar um nome mais consensual no seu partido para o cargo em apreço, ao ver o nome dele rejeitado democraticamente pelos deputados, aconselham as fontes referidas.

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