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Guiné Bissau: Continua impasse na eleição da Mesa da ANP 24 Abril 2019

Continua o impasse na eleição da nova Mesa da Assembleia Nacional Popular da Guiné Bissau. É que depois de uma primeira sessão marcada pela discórdia, aquando da tomada de posse na passada quinta-feira dos novos deputados eleitos nas legislativas de 10 de março, numa nova reunião, realizada esta terça-feira, os líderes dos partidos com assento parlamentar não conseguiram novamente entender-se sobre quem vai ocupar os postos da direcção do referido órgão legislativo, em particular o cargo de segundo vice-presidente. Esta quarta-feira está convocada uma nova sessão da ANP com vista à busca de um consenso para o caso em apreço.

Guiné Bissau: Continua impasse na eleição da Mesa da ANP

Conforme a RFI, mesmo com uma reunião convocada , esta terça-feira,23,expressamente pelo presidente do parlamento, não houve consensos a volta da fórmula para eleição dos novos dirigentes da mesa parlamentar.

Cada um dos seis partidos com assento no novo hemiciclo guineense manteve a sua posição. Neste momento há assim um bloqueio total - teme-se que a situação evolua para uma nova crise política, cujas consequências serão gravosas para o país.

Segundo a fonte referida, o impasse, que já dura há uma semana, deve-se ao facto de o Madem-G 11 (dissidentes do PAIGC), segundo partido mais votado nas legislativas de março, apenas indicar o nome do seu coordenador, Braima Camará, para o posto de 2º vice-presidente, que é a terceira pessoa na Mesa do parlamento.

O nome de Camará não obteve a aprovação dos deputados na passada quinta-feira, numa votação secreta. O Madem diz que não vai apresentar outro nome que não seja o de Braima Camará, doa a quem doer, venha quem vier, conforme as palavras do próprio Camará.

Outro problema com eleição de secretário

Mas o impasse não fica por aí. O Partido da Renovação Social (PRS) diz, por seu lado, que cabe-lhe a ele indicar a figura de 1º secretário da mesa parlamentar, lugar que é reivindicado pelo PAIGC, vencedor das eleições e que já propôs os nomes de presidente e vice-presidente da mesa parlamentar.

Perante o extremar das posições, os partidos que sustentam a nova maioria no parlamento, alinhados com o PAIGC, dizem que a situação é simples: Perante o impasse nas conversações, caberá agora ao plenário do Parlamento, que se reúne nesta quarta-feira, dia 24, decidir o que fazer.

Oxalá que os deputados tomem juízo e decidam a favor da Guiné, cujo povo não quer sofrer mais com quezílias políticas. Talvez seja necessária, conforme alertam alguns analistas, uma rápida intervenção da CEDEAO e outras organizações internacionais para evitar que aconteça uma nova crise política no país de Amílcar Cabral.

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