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Guiné-Bissau: Defensores dos direitos humanos atacados no país 10 Dezembro 2017

Foi lançada, hoje(09), a Rede Nacional dos Defensores de direitos Humanos da Guiné Bissau, com o apoio da sociedade civil e da ONU, rede que congrega 43 organizações. O lançamento desta rede surge numa altura em que defensores dos direitos humanos são atacados por militares, políticos e mesmo pela população, que combatem a acção desses activistas.

Guiné-Bissau: Defensores dos direitos humanos atacados no país

Conforme noticia a RFI, são dados preocupantes para as Nações Unidas e para as organizações guineenses que trabalham na defesa dos direitos humanos.

Revela a mesma fonte que há cada vez mais casos em que os próprios defensores dos direitos humanos são atacados pelo poder político, poder militar e até mesmo pelas próprias populações.

Avança que aquelas pessoas que denunciam o casamento precoce ou forçado, a violência doméstica, a prática da excisão, o roubo do gado, o abuso do Estado, crimes ambientais ou denunciam ataques às pessoas acusadas de feitiçaria, são cada vez mais atacadas. Denunciam que, em alguns casos, perdem a vida, perdem o emprego ou são obrigadas a mudar de aldeia ou do próprio país.

Com o apoio da ONU, foi hoje formalmente apresentada a rede de defensores dos direitos humanos na Guiné-Bissau. Segundo a RFI, neste momento são 43 organizações filiadas na rede, mas Fodé Mané acredita que haja mais organizações e pessoas individuais que queiram aderir à organização.

A rede de protecção dos defensores dos direitos humanos elege como estratégia primeiro denunciar casos de perseguição ou de ataques aos activistas, o patrocínio jurídico de pessoas visadas e a busca de meios alternativos de subsistência dos activistas, refere a fonte citada.

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