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Guiné-Bissau: Domingos Simões Pereira é o candidato do PAIGC à presidência da República 24 Agosto 2019

A decisão está tomada com euforia pelas ruas da Guiné-Bissau e junto da comunidade emigrada. PAIGC aposta no seu líder, Domingos Simões Pereira (DSP), para concorrer às presidenciais na Guiné-Bissau. O antigo primeiro-ministro venceu, esta sexta-feira, as primárias do partido no poder - país de Amílcar Cabral pode com o DSP regressar à estabilidade política e retomar o seu ritmo de desenvolvimento, que foi «interrompido pela presidência ditatorial e conflituosa de José Mário Vaz», perspectivam analistas locais.

Guiné-Bissau: Domingos Simões Pereira é o candidato do PAIGC à presidência da República

O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi hoje eleito candidato do partido às eleições presidenciais, anunciou, segundo a Lusa, o presidente da comissão das primárias, Higino Cardoso.

No processo de votação secreta dos membros do Comité Central, composto por 351 elementos e dos quais 312 estiveram presentes no encontro, Simões Pereira obteve 243 votos.

Cipriano Cassamá, líder do parlamento guineense e que também se candidatou às primárias, arrecadou 65 votos, enquanto o antigo presidente guineense de transição Serifo Nhamadjo obteve três votos. Já Mário Lopes da Rosa conquistou dois votos.

O antigo líder do PAIGC e ex-presidente do parlamento, Francisco Benante, não obteve nenhum voto e a ministra da Família e Coesão Social, Cadi Seidi, desistiu a favor de Domingos Simões Pereira.

DSP pronto: «frianta tchon pa terra ranka»

Na sua moção de estratégia para conquistar a presidência da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira afirmou que pretende liderar o país para o colocar na "senda do desenvolvimento e devolver-lhe o respeito em África e no mundo".

Aos 56 anos, Domingos Simões Pereira disse estar preparado para "dar o seu quinhão" e elege os presidentes Paul Kagame, do Ruanda, e Ado Nana, do Gana, como modelos de desenvolvimento para a Guiné-Bissau.

Na sua moção de estratégia, Domingos Simões Pereira disse aos guineenses que "o futuro [do país] está à distância de uma decisão".

"Agora é DSP (iniciais do seu nome e pelo qual é conhecido), ‘frianta tchon pa terra ranka’ (a estabilizar o país para que a Guiné-Bissau possa arrancar, em tradução livre)", acrescentou, segundo a Lusa.

Conforme fontes deste jornal, a escolha de Domingos Simão Pereira como candidato do PAIGC às próximas eleições presidenciais foi acolhida com euforia na Guiné-Bissau e junto da sua comunidade emigrada em vários países do mundo, principalmente a nível da CPLP. A esperança é que o país de Amílcar Cabral pode, com o DSP na chefia do Estado, regressar à estabilidade política e retomar o seu ritmo de desenvolvimento «interrompido pela presidencial ditatorial e conflituosa de José Mário Vaz», perspectivam analistas locais.

É de salientar que as eleições presidenciais na Guiné-Bissau realizam-se em 24 de novembro deste ano.

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