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Guiné-Bissau: Domingos Simões Pereira reeleito líder do PAIGC e quer maioria absoluta nas próximas eleições 05 Fevereiro 2018

Domingos Simões Pereira, de 55 anos, foi reeleito este domingo, 04, líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), principal partido no actual parlamento da Guiné-Bissau, anunciou o presidente do 9.º congresso daquela formação política, Francisco Benante. «Assumo não só o desafio de liderar o nosso partido durante os próximos quatro anos, mas também o desafio de vencer as próximas eleições", declarou o reconduzido presidente do partido de Amílcar Cabral, frisando que a disciplina e a coesão internas serão elementos fundamentais daqui para frente.

Guiné-Bissau: Domingos Simões Pereira reeleito líder do PAIGC e quer maioria absoluta nas próximas eleições

Segundo a Lusa, Simões Pereira, que era único candidato à sua própria sucessão, obteve 1.113 votos a favor, três contra, num universo de 1.135 delegados que votaram. Noventa e seis delegados inscritos não compareceram ao congresso e 16 abstiveram-se, indicou ainda o presidente da mesa do conclave. Este congresso, que foi palco de polémicas ao ponto de só se iniciar com um dia de atraso, decorreu sob o lema: Unidade, Disciplina, Progresso e Desenvolvimento.

No seu discurso de consagração, Domingos Simões Pereira afirmou que a votação alcançada "é uma mensagem clara" que os militantes quiseram transmitir para dentro e fora do partido, visando a "reposição do PAIGC na governação" nas próximas eleições.

"Assumo não só o desafio de liderar o nosso partido durante os próximos quatro anos, mas também o desafio de vencer as próximas eleições", declarou Domingos Simões Pereira, frisando que a disciplina e a coesão internas serão elementos fundamentais daqui para frente.

Segundo a mesma fonte, Simão Pereira prometeu continuar a colocar o PAIGC a nível da sua “dimensão histórica", das expectativas do povo e dos seus parceiros internacionais, apresentando já nas eleições legislativas - ainda sem data marcada- um programa com o qual visará "resgatar o sonho guineense", disse.

Regresso ao Governo e direito de tendências abolido

Domingos Simões Pereira diz que vai pedir aos guineenses uma maioria qualificada nas eleições que o Presidente do país espera venham a ter lugar ainda este ano, sublinhando que o PAIGC "tem que estar" alinhado com desafios de atualidade mesmo sendo um partido ao serviço das massas.

A pensar nisso, o reeleito líder do PAIGC promete, segundo a RFI, preparar o partido para as próximas eleições legislativas e voltar a pedir a confiança dos guineenses. Caso o PAIGC ganhar, promete recuperar o tempo perdido e colocar em marcha o programa “Terra Ranka” com o qual idealizou lançar a Guiné-Bissau na senda do desenvolvimento num horizonte de até 2025.

Mas tudo isso só será possível se Domingos Simões Pereira desembaraçar-se da luta jurídica que vai ter que enfrentar nos tribunais com o grupo
dos 15 deputados expulsos do PAIGC, que prometem, para já, impugnar o congresso que hoje terminou este Domingo,04.

Referindo-se aos desentendimentos que marcaram o partido nos últimos quatro anos, que ditaram a expulsão de 15 deputados ao parlamento, Domingos Simões Pereira afirmou, conforme Lusa, que as portas do PAIGC "continuam sempre abertas" e que os contestatários deverão ir à sede discutir os seus pontos de vista. "Mas no final do dia têm que reconhecer que a maioria é que governa em democracia", salientou Simões Pereira.

O 9º congresso confirmou algumas mudanças nos estatutos do PAIGC, nomeadamente a extinção do artigo que permitia a existência de sensibilidades no partido. Entretanto, o porta-voz do partido, João Bernardo Vieira indicou que aquele dispositivo "propiciava interpretações confusas aos militantes", ao ponto de alguns afrontarem a direção, refere a Lusa.

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