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Guiné-Bissau: José Mário Vaz promete anunciar seu futuro político nos próximos dias 26 Julho 2019

O Presidente da República cessante, José Mário Vaz, afirmou que nos próximos dias irá anunciar o seu futuro político, ou seja se vai ou não se recandidatar.

Guiné-Bissau: José Mário Vaz promete anunciar seu futuro político nos próximos dias

José Mário Vaz - que é o principal responsável da inabilidade politica da Guiné recusando todos os primeiros ministros eleitos democraticamente e indicados pelo partido vencedor das eleições -PAIGC - falava quarta-feira em jeito de resposta ao pedido do Movimento de Apoio Político de “Botche Candé”, para se recandidatar a sua própria sucessão nas próximas eleições presidenciais agendadas para 24 de Novembro.

“Devo dizer ao ministro de Estado Botche Candé que levo em conta o seu pedido, mas existe um conjunto de situações que ainda estão pendentes e que não vale a pena mencionar aqui. Se estas questões forem reunidas vamos voltar a encontrar para tomarmos uma decisão final”, prometeu, segundo a Agência de Boticias da Guiné, José Mário Vaz.

Num encontro com milhares de membros do Movimento de Apoio Político “Botche Candé”, vindos de todas as localidades do país, José Mário Vaz sublinhou que, todo o sofrimento por ele consentido ao longo dos cinco anos na presidência da República deveu-se ao Povo guineense.

“O José Mário Vaz podia ter uma governação tranquila se permitisse a todos meter mãos no bolso, cada qual roubar dinheiro de Estado, brincar com o país. Mas eu recusei todas essas situações e sempre defendi as pessoas mais carenciadas com mais problemas e dificuldades”, disse.

Afirmou que, foi em defesa da camada da população mais carenciada que está a enfrentar os problemas actuais.

“Em defesa das vossas causas, eu e a minha família fomos insultados. Mas ignoramos tudo. Vou vos dizer uma coisa: nunca ouvirão da minha boca palavras insultuosas contra alguém”, frisou.

José Mário Vaz sublinhou que nunca irá ordenar actos de maldade contra fulano ou beltrano, acrescentando que a sua principal missão como chefe de Estado é unir os filhos da Guiné-Bissau.

“Quando em 2014 anunciei a minha candidatura às presidenciais, jurei que a minha magistratura seria diferente de todos os presidentes que passaram na Guiné-Bissau”, explicou.

Segundo ainda a ANG, o Presidente da República cessante frisou que sempre se afirmava que os militares são responsáveis pela instabilidade política do país, mas que hoje em dia, a classe castrense deu provas de que não é responsável por essa situação, mas sim os políticos.

José Mário Vaz sublinhou que assumiu as funções do Presidente da República em 2014, nunca passaria na sua cabeça de que depois de cinco anos estaria hoje em dia de pé a falar, salientando que sempre tinha na sua cabeça de que haveria um golpe de Estado pelo caminho.

“Garante-vos que o período de transição nunca mais irá acontecer na Guiné-Bissau. Quem se ajoelhar à espera de ser Presidente da República por via de transição está enganado.

Quem quer o poder tem que ir junto ao povo da Guiné-Bissau através de apresentação da candidatura e concorrer ,em pé de igualdade, com todos os candidatos”, referiu.

Por sua vez, Botche Candé, o Coordenador do Movimento de Apoio Político com o seu nome, disse que José Mário Vaz vai ganhar as próximas eleições presidenciais.

“Temos estruturas montadas em todas as regiões, sectores e secções que compõe a Guiné-Bissau ,com pessoas capazes de garantir a vitoria de José Mário Vaz para o segundo mandato”, disse Botche Candé, actual conselheiro de José Mário Vaz para segurança interna e externa citado pela ANG.

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