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Guiné-Bissau: Líder do PAIGC pede um «debate sério» para se dizer verdades a uns e a outros 11 Julho 2019

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, pediu esta terça-feira, 09 de julho, um debate sério para que as verdades sejam ditas a uns a outros, no concernente à situação do partido, em particular à questão da formação do executivo. Advertiu aos quadros técnicos dos libertadores e do país em geral que não deverão focalizar o centro das suas atenções no debate sobre qual será o lugar que caberá a cada militante.

Guiné-Bissau: Líder do PAIGC pede um «debate sério» para se dizer verdades a uns e a outros

Segundo o jornal O Democrata (DE), Domingos Simões Pereira fez esta chamada de atenção no encontro que reuniu elementos do Conselho Nacional de Quadros Técnicos Militantes, Simpatizantes e Amigos do PAIGC (CONQUATSA) realizado na sede principal do partido, em Bissau.

Na ocasião, Pereira defendeu que neste momento o debate deveria centrar-se na discussão dos critérios e princípios que devem ser observados pelos ministros nomeados e os mecanismos de contratação, mas não resumir ao debate apenas em critérios de militância, velho de muitos anos.

“Somos militantes há muitos anos, mas não fomos designados, mesmo sem preparação”, disse o presidente do partido libertador.

“Eu quero um debate sério em que devemos dizer a verdade uns aos outros. Já terminou a campanha eleitoral e estamos no período da governação e cada militante deve dar a sua contribuição na área em que tem domínio, tecendo observações em relação ao programa eleitoral do partido e contribuir na elaboração do programa de governação e as reformas necessárias a serem implementadas nos diferentes setores, mostrando assim o seu título enquanto técnico e quadro do partido”, reforçou.

Conforme a mesma fonte, o dirigente dos libertadores pediu aos militantes do partido que confiem e apoiem os membros que foram chamados para integrar o governo do PAIGC liderado por Aristides Gomes e dirigir o país nos próximos quatro anos. Nesse sentido, Domingos Simões Pereira espera que os membros do governo designados pelo partido reduzam as missões ao estrangeiro que considera “passeios”.

Menos viagem e confiança entre governantes e governados

Para Domingos Simões Pereira, um titular do cargo público não viaja porque foi convidado, mas também porque no evento em que irá participar é relevante para o plano que irá implementar na base da sua visão de médio e longo prazo. E defende, realçando que é importante que os membros conheçam as convenções internacionais, melhores práticas e interagir com as pessoas que estão naquele sector.

“Portanto, um titular de cargo público deve ser ele a planificar as viagens, não viajar porque foi convidado apenas para participar na reunião, sem, no entanto, ter a sua própria agenda”, criticou DSP.

Domingos Simões Pereira reconhece, contudo, que o país está a entrar nos capítulos muito complicados, pelo que todos devem ter a coragem de ensaiar a inovação.

“Entre governante e governado deve existir um princípio de confiança e colaboração, baseado numa interação dinâmica e funcional. Temos que ser capazes de sermos mutuamente responsáveis e não proteger alguém mesmo que não esteja a dar resultados, mas é protegido porque é amigo, não. Não ajudará no bom funcionamento das instituições da república”, aconselhou segundo o DE.

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