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Guiné-Bissau: Mulheres dos partidos da maioria parlamentar guineense em vigília por nomeação de PM 07 Junho 2019

Cerca de três dezenas de mulheres dos partidos que representam a maioria no parlamento da Guiné-Bissau e outros partidos sem assento parlamentar realizaram hoje uma vigília no centro de Bissau a exigir a nomeação do primeiro-ministro.

Guiné-Bissau: Mulheres dos partidos da maioria parlamentar guineense em vigília por nomeação de PM

As mulheres dos partidos de maioria parlamentar estão a exigir ao Presidente da República para nomear o Governo que saiu das urnas", disse à Lusa Joana Kopte, da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e irmã do antigo chefe de Estado guineense Kumba Ialá, que morreu em abril de 2014.

Segundo Joana Kopte Nhanque, as mulheres guineenses estão a sofrer e pedem ao Presidente para nomear o Governo para o país sair da situação em que se encontra.

"Não há escola, não há nada. As mulheres não conseguem vender e têm crianças em casa sem nada para comer", disse.

Joana Kopte disse também que no final da vigília vão entregar cartas às Nações Unidas, União Africana, União Europeia, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e vão prosseguir com o protesto até ao final do mandato do Presidente guineense, José Mário Vaz, que termina a 23 de junho.

Participaram na vigília mulheres do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), APU-PDGB, União para a Mudança, Partido da Nova Democracia, Partido da Convergência Democrática e Partido da Unidade Nacional.

Quase três meses depois das eleições legislativas de 10 de março, o novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau ainda não foi indigitado pelo Presidente guineense e o novo Governo também não tomou posse devido a um novo impasse político, que teve início com a eleição dos membros da Assembleia Nacional Popular.

Depois de Cipriano Cassamá, do PAIGC, ter sido reconduzido no cargo de presidente do parlamento, e Nuno Nabian, da APU-PDGB, ter sido eleito primeiro vice-presidente, a maior parte dos deputados guineenses votou contra o nome do coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Braima Camará, para segundo vice-presidente do parlamento.

O Madem-G15 recusou avançar com outro nome para cargo e apresentou uma providência cautelar para anular a votação, mas que foi recusada pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Por outro lado, o Partido de Renovação Social (PRS) reclama para si a indicação do nome do primeiro secretário da mesa da assembleia.

O parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC (partido mais votado nas legislativas, mas sem maioria), a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 (segundo partido mais votado) e o PRS, com 48.

O Presidente guineense já disse que só vai nomear o primeiro-ministro e o Governo quando a eleição para a mesa da Assembleia Nacional Popular estar concluída.

O novo parlamento da Guiné-Bissau vai reunir-se a partir de 11 de junho e até 22 de julho, tendo na agenda da sessão a eleição do segundo vice-presidente do parlamento.

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