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Guiné-Bissau: PAIGC considera “crime de lesa pátria”, o acordo Nuno Nabiam/ Umaro Sissoco Embalo 07 Dezembro 2019

A Directoria Nacional de Campanha do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde considerou o acto de assinatura, em Dakar (Senegal), do acordo entre Nuno Nabiam e Umaro Sissoco Embalo de “crime de lesa-pátria”.

Guiné-Bissau: PAIGC considera “crime de lesa  pátria”, o acordo  Nuno Nabiam/ Umaro Sissoco Embalo

“Uma pátria forjada na luta com o sacrifício e o suor de grandes guineenses, como Amílcar Cabral, Domingos Ramos, Nino Vieira, Osvaldo Vieira, Quemo Mané, Canha Nan Tunguê, Francisco Mendes, Pansau Na Isna, entre tantos outros que glorificaram a luta com a sua coragem e o seu patriotismo”, disse o comunicado a que ANG-Agência de Noticias da Guiné teve acesso.

Neste sentido, o PAIGC disse, no comunicado, que cabe perguntar aos mentores do referido acordo se ele não poderia ter sido assinado em Bissau? E o porquê da sua assinatura em Dakar?

Critica que o acto demonstra, de forma clara e inquestionável, a ausência total de “consciência nacional”, como igualmente de uma total e completa “dependência de pensamento”.

“Assinar um Acordo desta natureza em território estrangeiro para além de esconder duvidosos interesses, demonstra ser uma acção anti patriótica que pode configurar alienação de uma porção da nossa soberania, na justa medida em que nenhum guineense deve esquecer que as eleições presidenciais de 29 de dezembro não são só cruciais como decisivas para o futuro político, económico e social da Guiné-Bissau”, lê-se no comunicado.

Contra ingerência externa e interesses estranhos

Segundo ainda ANG, o PAIGC considera acordo Nuno/Umaro “um acto absolutamente inaceitável de ingerência, venha ela donde vier, no processo eleitoral em curso no nosso país”.

Refere o documento que os autores materiais deste acto estão a cometer um crime contra a independência e soberania da Guiné-Bissau, “facto que também não nos admira nem colhe de surpresa, pois os que assinaram este dito acordo, são figuras intimamente ligadas ao grupo que levou este nosso martirizado país à situação de desgraça em que se encontra nos planos económico e social”.

O PAIGC e a sua Directoria Nacional de Campanha Eleitoral apelam aos guineenses no sentido de se manterem alertas e atentos ao que considera “manobras que este grupo está urdindo com a conivência de interesses alheios à Guiné-Bissau”.

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