Segundo fontes próximas do PAIGC que ganhou as últimas eleições legislativas, a crise política da Guiné-Bissau conhece um novo capítulo com duas queixas contra CEDEAO junto do Tribunal Regional que representa os estados membros da organização.
Na primeira queixa é pedida ao Tribunal da CEDEAO a anulação do reconhecimento do candidato Umaro Sissoco Embalo como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau pela Comissão e pela Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO antes de o Supremo Tribunal da Justiça (STJ) da Guiné-Bissau decidir o contencioso eleitoral.
Já na segunda acção, o PAIGC e o candidato Domingos Simões Pereira, dado como vencido na segunda volta das presidenciais pela CNE, pedem a condenação dos referidos Estados Membros por receberem Umaro Sissoco Embalo como Chefe de Estado quando corre no STJ da Guiné-Bissau um contencioso eleitoral.
Conforme observadores locais, num e noutro caso houve a violação do Tratado da CEDEAO e do seu Protocolo sobre a Democracia e Boa Governação. Esgotada a via judicial interna com o assalto ao STJ e pressão aos seus juízes por militares golpistas, resta esperar o que sairá desta nova batalha jurídica agora desencadeada junto do Tribunal da CEDAO.
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