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Guiné-Bissau: Presidente reconduz PM Aristides Gomes por indicação do PAIGC que quer paz 23 Junho 2019

Pode estar no fim o impasse politico na Guiné-Bissau. É que o Presidente José Mário Vaz reconduziu e deu posse, este sábado, a Aristides Gomes como primeiro-ministro, na presença do corpo diplomático e das chefias militares, mas na ausência dos partidos da oposição MADEM-G15 e PRS. O PAIGC justifica que indiciou o nome de Aristides Gomes para o cargo de chefe do Governo em "nome da paz" e da estabilidade política da Guiné-Bissau.

Guiné-Bissau: Presidente reconduz PM Aristides Gomes por indicação do PAIGC que quer paz

Segundo a Lusa, o Presidente José Mário Vaz, cujo mandato termina este domingo (23/06), fez sair um decreto onde se lê: "Aristides Gomes é nomeado primeiro-ministro". Uma medida que põe termo a semanas de impasse político na Guiné-Bissau, devido a divergências sobre a escolha do chefe do executivo, lê-se também no documento.

Mas a oposição não ficou satisfeita com a nomeação do novo PM. «O Presidente da República empossou o Primeiro-Ministro, Aristides Gomes este sábado (22/06) na presença do corpo diplomático e das chefias militares, mas na ausência dos partidos da oposição, o Madem-G15 e o PRS», refere a Lusa.

Presente no acto, Odete Semedo, a segunda vice-presidente do PAIGC, partido vencedor das legislativas de 10 de Março, afirmou que o Partido conseguiu "dar mais um passo".

Aristides Gomes, primeiro-ministro, com mandato renovado, numa curta declaração a imprensa, "promete continuar a trabalhar".

O também sociólogo Aristides Gomes assume novo desafio de dirigir a governação nos próximos 4 anos no âmbito do Acordo Político de Incidência Parlamentar e Governativa assinado entre o PAIGC, APU-PDGB, União Para Mudança e Partido da Nova Democracia.

Chefe de governo pela terceira vez: entre 2005 e 2007, Aristides Gomes conduziu o país as eleições legislativas de 10 Março, com missão iniciada em Abril de 2018.

O elenco governamental toma posse segunda-feira 24 de Junho.

Já este domingo (23/06) o Presidente da República fará uma Comunicação à Nação, no dia em que termina o seu mandato.

José Mário Vaz nomeou e empossou oito primeiros-ministros durante o seu mandato, sendo no entanto o único Presidente da Guiné-Bissau desde a independência a conseguir terminar o seu mandato.

Devido à proximidade das eleições presidenciais marcadas para 24 de novembro, José Mário Vaz poderia manter-se no cargo de Presidente embora com poderes limitados.

De recordar que o Presidente rejeitou duas vezes nomear o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, para chefe do governo.

Nomeação "em nome da paz" e candidatura presidencial de Domingos São Pereira

Entretanto, numa mensagem publicada nas redes sociais, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) refere que indiciou o nome de Aristides Gomes para o cargo de primeiro-ministro da Guiné-Bissau em "nome da paz" e da estabilidade política do país.

Mas o partido fundado por Amílcar Cabral fez questão de deixar claro o seguinte aviso ao Presidente cessante da Guiné-Bissau."Cientes de que o regime JOMAV (nome pelo qual é conhecido o Presidente guineense, José Mário Vaz) é insensível ao sofrimento do nosso povo, manteremos a nossa luta no campo democrático para que possamos tirar pela via das urnas os inimigos do nosso povo dos cargos que jamais souberam honrar", acrescenta.

Esta mensagem do partido da independência foi interpretada como um sério aviso ao PR José Mário Vaz. Com isso, fica em aberto que Domingos Simão Pereira poderá concorrer à Presidência da República. Tudo com o objectivo de derrotar JOMAV ou concorrente que ele venha apoiar e restabelecer assim a estabilidade política no país e trabalhar com o Governo da República para resolver os graves problemas existentes e relançar o país na arena internacional.

Segundo os libertadores, a meta é reconquistar a confiança dos parceiros internacionais - há um pacote de projectos e ajudas financeiras que permanece congelado desde quando Domingos Simão Pereira foi Primeiro-Ministro. É que a imagem da Guiné-Bissau ficou de rasto com o mandato conturbado do presidente JOMAV, caracterizado por conflitos graves com instabilidade política permanente e denuncias de vários atos de corrupção - o recente roubo do arroz do povo é uma deles.

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