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Guiné-Bissau: Primeiro-ministro pede "compreensão" ao sindicato dos jornalistas 24 Abril 2022

Nuno Gomes Nabiam considerou hoje legítimas as reivindicações do Sindicato de Jornalistas dos Órgãos Públicos da Guiné-Bissau, mas pediu compreensão da classe sobre a situação do país que, disse ele, é "difícil".

Guiné-Bissau: Primeiro-ministro pede

Na semana passada, o Sindicato de Jornalistas dos Órgãos Públicos (rádio, televisão, agência e jornal, todos estatais) iniciou, segundo a Lusa, uma série de greves, apenas suspensa neste momento a pedido do Presidente da Guiné-Bissau.

Umaro Sissoco Embaló prometeu orientar o primeiro-ministro no sentido de atender uma das reivindicações do sindicato, a efetivação nos quadros de 100 jornalistas e técnicos em situação de estagiários, alguns há mais de 10 anos.

O sindicato prometeu retomar a greve de seis dias úteis na próxima semana caso a promessa não seja cumprida.

"Sindicato está no seu direito"

"O sindicato está no seu direito. O Governo apenas quer uma boa relação com o sindicato, até porque o que fazem acaba por beneficiar-nos, nós que somos servidores públicos", disse.

"Achamos justas as vossas reivindicações, mas por outro lado, pedimos que as pessoas compreendam que o país está numa situação difícil", observou Nuno Nabiam.

Segundo a mesma fonte, o primeiro-ministro falava aos jornalistas à margem de visitas que hoje realizou a várias obras públicas em curso em Bissau.

Nuno Nabiam defendeu que "todos os guineenses vão sentir os progressos" que o seu Governo está a tentar implementar no país, através de obras de estradas, melhorias nos hospitais e noutros serviços públicos.

Crise mundial

Nabiam apelou aos jornalistas para compreenderem que a Guiné-Bissau também é afetada com a crise mundial motivada pela pandemia de Covid-19 e agora com a guerra no leste da Europa.

Também disse que o país atravessa dificuldades herdadas dos governos anteriores.

"Este Governo herdou uma situação muito pesada. Não estamos aqui para culpar o que se fez no passado. Estamos aqui para corrigir e tentar melhorar o que foi feito", afirmou Nuno Nabiam segundo a Lusa.

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