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Guiné-Conakry: PR Condé contestado por querer 3º mandato — "Ditadura mata Futuro" 24 Janeiro 2020

Os conacri-guineenses estão nas ruas do país vizinho, na costa ocidental, a exigir que Alpha Condé, o quarto presidente do país e o "primeiro democraticamente eleito", desista de concorrer a um terceiro mandato, ao fim de dez anos na chefia do Estado.

Guiné-Conakry: PR Condé contestado por querer 3º mandato —

As manifestações desta semana — em oposição ao terceiro mandato de Condé — ressurgem após as primeiras em abril contra a revisão da Constituição que, segundo os adversários, visam fazer Condé perpetuar-se no poder da República da Guiné-Conakry.

Os dez anos da presidência de Alpha Condé têm sido turbulentos, a começar com as suspeitas de fraude eleitoral na segunda-volta em 2010, seguindo-se uma tentativa de assassinato em 2011, em que os militares são suspeitos.

Em 2016, uma reportagem da France24 suscita alegações de corrupção em que a multinacional da mineração Rio Tinto terá subornado um governante conacro-guineense com 10,5 milhões de dólares para obter direitos na mineradora Simandou. Embora Condé não pareça envolvido, já que os registos gravados só provam que ele defendeu um contrato de 700 milhões de dólares que entrariam nos cofres do Estado, a oposição tem dito o contrário.

Entre esses adversários de Condé — que lidera o RPG-União Popular da Guiné na oposição desde 1978 e teve de esperar 2010 para eleger-se na segunda-volta, com 57,85% dos votos — o mais ativo é Celiou Dalein Diallo que na primeira-volta, em junho, obtivera 42,5% contra 18% de Condé, o terceiro colocado.

Em novembro de 2010, o Centro Carter — que registou irregularidades na votação e na contagem de votos, dado que cerca de um milhão de votos desaparecem na última contagem — critica a decisão do STJ de proceder a uma segunda contagem de votos.

Militares, fonte de instabilidade

O exército da Guiné-Conakry é suspeito da tentativa de assassinato contra o presidente Condé em 2011.

Os militares também apoiaram a ascensão de Moussa Dadis Camara à presidência através dum golpe de Estado em 2008, após a morte de Lassana Conté (adversário de Condé nas eleições de 1993 e 1998), presidente entre 1993 e 2008.

Fontes: Le Monde/Le Figaro/DW.de.

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