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Haiti : PGR ouve suspeitos do assassinato do PR Moise — 3ªfª, 14 audição do primeiro-ministro Ariel Henry 16 Setembro 2021

O procurador-geral haitiano "solicitou", esta terça-feira, ao primeiro-ministro Ariel Henry que "compareça ao inquérito em curso" sobre o assassinato do presidente Jovenel Moise. O assassinato ocorreu na madrugada de 07 de julho, por "indivíduos não identificados, alguns deles a falar espanhol", que "atacaram a residência do presidente da República e feriram-no até à morte". A primeira-dama ferida teve de ser levada para Miami onde ficou duas semanas hospitalizada. Ariel Henry, chefe do governo empossado em 20 de julho, engrossa a lista dos suspeitos que já vai em 80.

Haiti : PGR ouve suspeitos do assassinato do PR Moise — 3ªfª, 14 audição do primeiro-ministro Ariel Henry

Em 20 de julho, Ariel Henry, médico-cirurgião de 71 anos, tomava posse como primeiro-ministro (fotos, mais à direita ao alto e em baixo). O novo presidente, Joseph Mécène Jean-Louis, encarregou-o de preparar a próxima eleição presidencial.

Duas semanas antes, o chefe do governo Claude Joseph, que não esteve nem três meses no cargo, anunciara a morte do presidente Jovenel Moise (foto ao centro, de fato azul) num ataque "odioso, desumano e bárbaro".

Também a primeira-dama (na penúltima foto) ficou ferida, acrescentou o primeiro-ministro demissionário Claude Joseph, o sétimo e último nomeado pelo presidente no seu mandato de fim abrupto.


Presidente Jovenel Moise

O presidente Jovenel Moise eleito aos 53 anos, em 2016, entrou em função a 7 de fevereiro de 2017, sob forte contestação da oposição.

Sem surpresa, no país minado pela violência e instabilidade política — além da violência gerada por tufões, terramotos como o mais recente de 7,8 na escala de Richter —, o mandato presidencial terminou em assassínio.

Mandato: até 2020 ou 2022? Oposição determina.Em 7 de fevereiro de 2020, em videomensagem difundida pela AFP, a oposição declarara o fim do mandato de Moise e nomeava presidente interino o magistrado Joseph Mécène Jean-Louis, de 72 anos.

O decano do Tribunal Supremo leu um discurso em que declarou "aceitar a escolha da oposição e da sociedade civil para poder servir o seu país como presidente provisório", com a missão de preparar as próximas eleições.

O ato solene teve lugar horas depois da oposição política, o poder legislativo e numerosas organizações da sociedade civil terem anunciado que esse 7 de fevereiro de 2020 era o último dia da presidência de Jovenel Moïse.

O presidente contestou e afirmou que o seu mandato duraria até 7 de fevereiro de 2022. O dissenso justifica-se pelo facto de que o escrutínio inicial que o elevara à chefia do Estado tinha sido anulado por fraudes. A nova eleição em fins de 2016 reconduziu-o à presidência.

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Fontes: NY Times/Le Monde/RFI. Fotos (AFP/Reuters)

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