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Holanda: Pró-europeus vencem eleições, surpresa na queda de eurocéticos — Expatriados sem voto no país do Brexit 25 Maio 2019

Os resultados oficiais são divulgados só depois do término da votação em todos os ainda 28 estados-membros, no domingo, 26. Mas as sondagens pós-eleição do dia 23 no Reino dos Países Baixos indicam que os vencedores são o Partido Trabalhista, com cinco dos 26 lugares no parlamento de Estrasburgo, e o Partido Liberal, de Mark Rutte, que mantém os quatro lugares. Os eurocéticos FvD e PVV perdem surpreendentemente sete dos esperados dez lugares.

Holanda: Pró-europeus vencem eleições, surpresa na queda de eurocéticos — Expatriados sem voto no país do Brexit

"A maior parte das pessoas na Holanda quer que a União Europeia continue a trabalhar para resolver os problemas que têm de ser resolvidos", afirma Frans Timmermans que se recandidatou ao cargo europeu.

O Partido Liberal do primeiro-ministro cessante, Mark Rutte, obtém quatro lugares, os mesmos que na legislatura anterior em coligação com o CDA-Apelo Democrata-Cristão.

O estreante FvD-Forum para a Democracia, partido da extrema-direita, de Thierry Baudet, obtém três lugares, mas à custa do autodeclarado anti-islâmico PVV-Partido para a Liberdade, do populista Geert Wilders, que perdeu os três assentos parlamentares obtidos em 2015.

Como é habitual nas eleições no reino de Juliana, agora sob o comando do neto Guilherme/Willelm, a eleição desta quinta-feira, 23 foi marcada pela dispersão de votos entre os treze partidos concorrentes, com a maior parte deles a não conseguir um lugar no parlamento.


Holandeses impedidos de votar no país do Brexit

A estação televisiva RTL, o diário digital holandês Netherlands News, entre outros, dão conta que os expatriados holandeses em Inglaterra não puderam exercer o seu direito de voto.

"Fiz o que tinha de fazer. Completei o formulário online, para votar na Inglaterra. É como faço sempre que não quero exercer o direito de voto na Holanda. Recebi a confirmação pelo correio, mas quando cheguei à minha sessão de voto, o meu nome não constava da lista e não pude votar", disse ao RTL o holandês Mark de Rond, a residir há 31 anos em Cambridge, a norte de Londres.

Sosha Bronfman, de 24 anos e residente há cinco em Londres, também não pôde votar, como contou à RTL. Ao chegar para votar deu-se conta que o nome tinha sido riscado da lista. "O presidente da mesa disse-me que eu tinha de ter recebido uma carta, mas eu registei-me a tempo e a culpa é do governo britânico. Isto é muito preocupante. É o meu direito e a minha voz — e tiraram o meu direito de votar".

Fontes: DW/Outras referidas

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