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Homicídio-suicídio em Santo Antão por médico que fugiu com 400 mil libras do SNS britânico 01 Maio 2018

O caso de homicídio seguido de suicídio de um casal de turistas na cidade de Ribeira Grande, Santo Antão, começa a ser esclarecido. Um médico britânico fez um desfalque de quatrocentas mil libras na clínica de que era diretor, na Inglaterra, e fugiu com a namorada. Um ano depois, em Santo Antão, deu-se o desfecho trágico que ele terá planeado.

Homicídio-suicídio em Santo Antão por médico que fugiu com 400 mil libras do SNS britânico

Novos dados sobre o crime violento que, no dia 15 último, abalou a pacata ’Povoação’ (nome local da cidade de Ribeira Grande em Santo Antão) foram divulgados na última edição de abril da BBC. Os dois corpos encontrados na unidade turística Divin’Art pertencem ao médico inglês Titus Bradley, de 42 anos, e à húngara Noemi Gergely, de 28 anos, que até há um ano residiam na cidade de Hastings, condado de Sussex, Reino Unido.

O médico natural de Gales, no norte da Inglaterra, era o prestigiado diretor do centro médico "Station Plaza Health Center", em Hastings, zona litoral a sul e distante 113 km de Londres. Também constava até 27 último no corpo de diretores do "Bradley Jones Surgeries Ltd" em Manchester. Mas o desfalque só terá ocorrido no condado de Sussex, onde Bradley geria quatro unidades de cirurgia, segundo a polícia local.

Só algum tempo depois da saída, alegadamente para umas férias nas Ilhas Marianas, no Pacífico, Bradley começou a ter as contas sob investigação do Sistema Nacional de Saúde britânico. Foi então descoberto o desfalque de quatrocentas mil libras (520 milhões CVE), de quatro contas da empresa de serviços médicos, em Hastings. O montante, provindo dum fundo público do SNS, destinava-se a pagar salários e pensões ao pessoal das quatro unidades de cirurgia de Sussex geridas pelo reputado médico, segundo a imprensa britânica.

O desfalque deu-se há um ano, segundo a BBC, mas só em março último a Ordem dos Médicos atuou suspendendo a inscrição de Bradley. Só após a notícia da morte, as duas empresas geridas por Bradley retiraram, na última quinta-feira, 27, o seu nome do corpo de diretores.

Um ano em fuga — 3 meses em São Vicente, 2 últimos dias em Santo Antão

O casal terá chegado a Santo Antão no dia 13 último, depois de chegarem há três meses em São Vicente. Na ilha do Porto Grande, terão permanecido o tempo todo num barco (iate ou barco pesqueiro?), adianta a imprensa inglesa.

Aficionado da pesca desportiva, o médico era conhecido por escolher destinos em ilhas. Terão sido assim os últimos doze meses da vida deste médico que, segundo a imprensa inglesa, em 2012 e ao fim de um longo casamento com Lucy, hoje com 45 anos, se divorciou em litígio. Lucy pediu o divórcio após um "affair" de Bradley com uma colega de trabalho, de que resultou um filho.

Em abril de 2017, Bradley saiu de Hastings, na companhia da sua namorada recente, Noemi, que conheceu como Relações Públicas de um clube em Londres. Esperavam o seu regresso ao fim das férias de três semanas.

Uma aventura perigosa que acabou no aprazível vale da Ribeira Grande, numa "unidade de alojamento rural", sita em João Dias, a pouco mais de 1,5 km da cidade mais antiga de Santo Antão.


"Última vontade"

A mãe da vítima falou com a BBC sobre a campanha de angariação de fundos para repatriar o corpo de Noemi. "Estamos a sofrer com a perda da nossa querida Noemi".

"Agora só queremos cumprir a sua última vontade. Ela vai ser cremada e as suas cinzas atiradas ao mar. Mas antes, queremos ter a oportunidade de familiares e amigos poderem despedir-se, na terra onde ela nasceu.

Fontes: BBC/Arquivo: Casal de turistas encontrado morto por disparos de arma de fogo em Santo Antão, 17 Abril 2018

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