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Hong Kong: China substitui representante na Região Especial em ebulição 05 Janeiro 2020

Pequim anunciou no sábado, 4, que o político Luo Huinini é o novo representante da RP China no território de Hong Kong. A substituição ocorre ao fim de seis meses de turbulência em Hong Kong.

Hong Kong: China substitui representante na Região Especial em ebulição

A sede do Departamento das Relações Beijing-Hong Kong está desde junho-julho no centro das manifestações, pacíficas ou não, como demonstram os protestos grafitados nas paredes do edifício na cidade de Hong Kong.

A substituição de Wang por Luo, de 65 anos, pode acalmar os ânimos, mas continua sem resposta a maior reivindicação que é a saída da presidente do executivo, Carrie Lam.

A colocação em Hong Kong de Luo — conhecido pela repressão às minorias nas províncias onde foi governador — é vista por analistas como um sinal claro de que Pequim pretende reforçar as medidas de segurança nacional que tem invocado, em respostas cada vez mais musculadas aos protestos da população.

A principal reivindicação do movimento sobretudo conduzido por jovens é que há vários retrocessos na autonomia prometida à antiga colónia britânica devolvida à China em 1997.

A mobilização da população com apelos à democracia tem tido grande impacto na sociedade hongkonnguense e contou muito para a recente vitória dos partidos pró-democracia nas eleições autárquicas de 24 de novembro.

Os candidatos pró-democracia, na sua maioria jovens e que apoiaram os protestos contra o executivo de Carrie Lam, destronaram os candidatos do establishment. Para isso, terá contribuído a participação de 4,13 milhões de eleitores (em 2015, eram 3,12 milhões).

O ato eleitoral contou com uma participação recorde, de 71 por cento contra os 47,1% de 2015, e decorreu em paz. Em contraste com os quase cinco meses de confrontos violentos e que na última semana opuseram estudantes e polícias, tanto na área financeira da cidade como nas universidades.

Ano Novo sob protestos

O apelo por "um novo ano em paz", que o presidente Xi Jinping dirigiu à região de Hong Kong, caiu em saco-roto.

Um milhão de manifestantes saíram à rua a mostrar a força do movimento em "luta pela democracia".

Quatrocentas pessoas foram detidas pela polícia nas manifestações do primeiro dia do ano.

Fontes: SCMP/BBC/AFP/Reuters. Relacionado: Hong Kong: Vitória da democracia em eleições raras na China, 26.nov.019; Hong Kong em fúria contra lei de extradição para China onde "Justiça é desigual e opaca", 10.jun.019. Foto de Luo Huinini, o novo representante máximo de Pequim em Hong Kong, cargo para que foi indicado apenas três semanas depois de ter assumido a vice-presidência da Comissão das Finanças e Economia do parlamento chinês. LS

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