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Hong Kong: Monumento a Tiananmen já não é 24 Dezembro 2021

As autoridades de Hong Kong derrubaram a ’Deusa da Democracia’ esta sexta-feira após o ’Pilar da Vergonha’ na véspera, comemorativos do massacre na primavera de 1989 na praça central de Pequim, Tiananmen. A mão firme de Xi Jinping sobre a Região Especial está cada vez mais pesada.

Hong Kong: Monumento a Tiananmen já não é

A estátua à esquerda, ’Deusa da Democracia’, e a escultura à direita ’Pilar da Vergonha’ foram colocadas na universidade pública de Hong Kong para honrar a memória das vítimas do massacre de Tiananmen há trinta e dois anos.

Mas, como se começou a ver mais claramente nestes últimos anos, a China de Xi decidiu derrubar o valor simbólico do levantamento de jovens de 1989 (Massacre de Tiananmen foi há 30 anos — Pequim assume-o pela 1ª vez como "decisão correta", 03.jun.019).

É sob o pano de fundo da cada vez mais acirrada rivalidade entre a primeira e a segunda potência que Pequim aperta as rédeas a Hong Kong (Crise diplomática após comunicado de EUA sobre Tiananmen que China condena como ingerência, 05.jun.019).

A memória de Tiananmen — que se tornou em Hong Kong um símbolo na luta pela democracia na ex-colónia britânica — preservada nos dois monumentos tornou-se num alvo a abater tal como os jovens manifestantes em 1989.

Esta quinta e sexta-feira o ’Pilar da Vergonha’ e a ’Deusa da Democracia’ foram derrubados durante a noite. Na manhã seguinte, nem sinais de que tinha havido naquele espaço tais obras monumentais, segundo os noticiários internacionais.

Esta semana, ao fim de meses de protesto que levaram dezenas de pessoas a ser detidas, as autoridades hongkonguesas levaram a melhor: a memória das vítimas perdeu o seu ícone mais visível na Região Especial de Kong Kong.

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