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Hong Kong em fúria contra lei de extradição para China onde "Justiça é desigual e opaca" 10 Junho 2019

Os manifestantes contra a lei da extradição, apoiada pelo governo da região administrativa especial, levantaram-se este domingo em massa e a fúria incontida na região insular chinesa extravasou para a australiana Sydney, onde vive uma importante comunidade hongkonguense.

Hong Kong em fúria contra lei de extradição para China onde

No país e na diáspora, os hongkonguenses, duvidando da equidade e transparência do sistema de Justiça — mesmo com a promessa do executivo do território especial de que "todas as garantias estão salvaguardadas" —, levantam-se contra o projeto de lei que visa "facilitar enormemente" a transferência de suspeitos para a China.

Os manifestantes que os media internacionais calculam ter ultrapassado o meio milhão de pessoas — enquanto os organizadores referem que são 1,03 milhão e a polícia baixa esse número para 240 mil — marcharam durante longas horas, a partir das 15 horas locais (menos 9H em Cabo Verde).

O calor "insuportável" não fez recuar os que durante sete horas entoaram slogans contra a lei e, em alguns casos, pediam ainda a demissão da chefe do executivo, Carrie Lam, enquanto percorriam as ruas estreitas da principal ilha. A onda humana "impressionante" empunhava cartazes vermelhos com frases como "Não à extradição", "Não à lei maléfica", como descreve o Le Monde.

Em Sydney, a contabilista Ida Lee é uma das mil pessoas que se manifestaram no centro da cidade da Austrália, que acolhe oitenta e seis mil hongkonguenses.

Ida expressou junto da Reuters o receio que ela partilha com os demais da comunidade. Sentem que com a nova lei podem, a qualquer momento, só por exercitarem o seu direito como a liberdade de expressão, vir a ser extraditados para a China e responder diante do sistema judicial em que não confiam.

"É uma pedra do Infinito" diz sobre a lei associando Carrie Lam, ao vilão ’Thanos’

As associações de advogados — que têm vindo a chamar a atenção para a lei que, segundo eles, vai abrir caminho a ilegalidades no sistema judicial de Hong Kong — fizeram na quinta-feira, 6, uma manifestação impressionante que reuniu quase toda a classe: eram mais de mil que se reuniram em silêncio em frente à sede do governo.

Numa tribuna no site Hong Kong Free Press, este sábado, a Ordem dos Advogados compara a chefe do governo ao supervilão Thanos (que vimos no filme exibido em maio no cinema da Praia).

Thanos, a personagem maléfica, quer moldar o universo à sua maneira nem que para isso tenha de o destruir. É desse modo que o artigo de opinião pinta Carrie Lam, mostrando que ela na sua avidez pelo poder quer aprovar a lei que vai "destruir metade de Hong Kong tal como o concebemos: livre, com um sistema de justiça equitativo e transparente".

Fontes referidas.

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