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Hospital Sta Maria/Lisboa: uma das doentes que ficou cega é da ilha do Fogo 30 Julho 2009

Maria das Dores Monteiro, uma das pacientes que ficou cega depois de um tratamento no Hospital de Santa Maria (Portugal), é natural da ilha do Fogo e vive há mais de 40 anos em Angola.

Hospital Sta Maria/Lisboa: uma das doentes que ficou cega é da ilha do Fogo

No serviço de Oftalmologia onde agora se encontra internada, à espera de voltar a ver após uma segunda intervenção, Maria das Dores foi esta terça-feira visitada pela sua filha Maria Albertina Lima, que depois desta tragédia veio de Luanda expressamente para a acompanhar.

Maria das Dores, empresária, agora só chora. Foi com seus pais para Angola quando tinha dois anos. Hoje tem 52, nunca mais voltou à sua terra natal. Casou também com um cabo-verdiano, já falecido, tem três filhos e vivia em Portugal há três anos, embora com intervalos, pois andava em tratamentos médicos.

Os seis doentes que, tal como ela se encontram hospitalizados no HSM, sofriam de uma doença denominada “Degenerescência Macular da idade” e andavam a fazer tratamentos que consistiam em levar uma injecção ocular com um medicamento específico. Aqueles que levaram a injecção, quer num só olho quer nos dois, ficaram cegos.

Segundo contaram ao "asemanaonline", tudo começou no dia 17 de Julho. Os primeiros seis que levaram a injecção deixaram de ver no dia seguinte. Os outros seis que a seguir levaram injeccção de um outro lote, ficaram a ver melhor. A maioria é da opinião de que o medicamento do primeiro lote ultrapassara já o prazo e, por conseguinte, era impróprio para o tratamento.

As autoridades hospitalares consideram o problema grave e agora mediante um telefonema anónimo, admitem ter sido uma sabotagem.
A situação está a ser investigada, depois de levantadas suspeitas várias sobre o medicamento “Avastin”, a farmácia que o vende, a própria farmácia do Hospital de Santa Maria, e agora a hipótese de uma mão criminosa.

Seja qual for a causa de tais casos de cegueira, os doentes estão assustados e apenas querem voltar a ver, ainda que parcialmente, como acontecia antes da aplicação da tal injecção. As autoridades médicas receiam que, se os novos tratamentos não fizerem efeito, o mal causado seja irreversível.

(OL)

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