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Moçambique: Hospital chega à Beira após registo dos primeiros cinco casos de cólera 28 Mar�o 2019

Autoridades de Moçambique confirmaram a existência de cinco casos de cólera na Beira, após o ciclone Idai. Um hospital de emergência da Cruz Vermelha internacional, deverá chegar nesta quarta-feira à cidade.

Moçambique: Hospital chega à Beira após registo dos primeiros cinco casos de cólera

"Confirmo cinco casos (de cólera), mas só há registos da doença na cidade de Beira", disse à Agência Efe a subdiretora de Saúde de Moçambique, Maria Benigna Matsinhe.

A presença de água contaminada associada à falta de água potável e, em muitas regiões, de produtos necessários para a purificação propiciaram o surgimento da doença, que é bastante comum neste tipo de crise humanitária.

Hospital de emergência da Cruz Vermelha

Um hospital de emergência da Cruz Vermelha internacional, com capacidade de atendimento para 150 mil pessoas, deveria chegar, ainda nesta quarta-feira (27.03) à Beira, província de Sofala, a zona mais afetada pela passagem do ciclone Idai em Moçambique, foi hoje anunciado.

"Além de estar totalmente equipado para tratar casos de cólera e diarreias agudas, o hospital tem capacidade para fornecer serviços médicos, cuidados em saúde materna e neonatal, cirurgias de emergência e cuidados em internamento e ambulatório a pelo menos 150 mil pessoas", adiantou a Cruz Vermelha.

O chefe de operações da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC, na sigla em inglês) na Beira, Jamie LeSueur, assinalou que a Cruz Vermelha de Moçambique e a IFRC anteciparam o perigo das doenças transmissíveis através da água, estando "bem equipados para lidar" com este cenário. "Temos uma unidade de emergência pronta para fornecer água potável a 15 mil pessoas por dia e outra para responder às necessidades de saneamento de 20 mil pessoas diariamente", disse.

Apontou, por outro lado, que irão também ser fornecidos meios de tratamento de água ao domicílio, considerada das formas mais eficazes de prevenir a cólera. "Temos que mover-nos de forma extremamente rápida para impedir que estes casos isolados se tornem num outro grande desastre dentro da crise do ciclone Idai", disse.

Mais ajuda das Nações Unidas

Nesta manhã, também chegou em Maputo um avião do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) cheio de tendas, mosquiteiros, cobertores e garrafas d’água.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Malawi fez pelo menos 786 mortos e afetou 2,9 milhões de pessoas, segundo dados das agências das Nações Unidas.

Moçambique foi o país mais afetado, registando até ao momento 468 mortos e 1.522 feridos, segundo as autoridades moçambicanas, que dão ainda conta de mais de 135 mil pessoas a viverem atualmente em centros de acolhimento, sobretudo na região da Beira. C/DW

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