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ICIEG garante que não existem dados oficiais que indicam a prática da mutilação genital feminina no país 07 Fevereiro 2020

O ICIEG considera que a mutilação genital Feminina em Cabo Verde ainda não constitui preocupação, visto que, segundo Kátia Marques, não se sabe quase nada sobre o tema, mas está sendo realizado um trabalho à volta disso para se conhecer melhor.

ICIEG garante que não existem dados oficiais que indicam a prática da mutilação genital feminina no país

Segundos fontes citadas pela Inforpress, a técnica do Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade do Género (ICIEG), Kátia Marques, que falava no dia internacional de tolerância zero contra Mutilação Genital Feminina (MGF), assinalado nesta quinta-feira, 06, em Cabo Verde nada se sabe sobre o tema, visto que, a comunidade que tem a mutilação genital feminina como prática não quer falar.

Ainda, conforme escreve a mesma fonte, Kátia Marques considerou que o país, apesar de ter uma legislação que penaliza tal prática, não possui dados para que se possa fazer juízo sobre essa tal prática.

“Não existem dados oficiais, mas sei que foi introduzido a questão no DRSIII e que o resultado foi tão irrelevante que não se trabalhou. Pessoas dizem conhecer meninas nascidas no país, que foram levadas para o exterior, para fazer a mutilação, mas em Cabo Verde não temos qualquer denúncia de tal prática”, salientou.

Esta responsável garante que para fazer mutilação genital é preciso haver uma pessoa com capacidade e conhecimento para o efeito, “que não existe no País”, pelo que “se ouve rumores” que muitas meninas filhas de pais muçulmanos são levadas para outros países africanos para serem circuncisadas, cita a Inforpress, acrescentando que o tema da Mutilação Genital já entrou no plano da ICIEG para ser trabalhada, “tendo em conta que se trata de uma forma de violência contra mulheres e adolescentes”.”Vai ser desenvolvida um trabalho com a comunidade imigrada na questão de sensibilização para que possam falar, apesar de admitir ser muito difícil, já que são “uma comunidade fechada”, adianta Kátia..

Refira-se que o sofrimento da Mutilação Genital Feminina é uma realidade para cerca de 200 milhões de meninas e mulheres, que vivem hoje, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Sabe-se que a prática esteja concentrada, principalmente, em 30 países da África e do Médio Oriente, e ocorre também em alguns países da Ásia e da América Latina. “A Mutilação Genital Feminina (MGF) refere-se a todos os procedimentos que envolvem a alteração ou ferimento dos órgãos genitais femininos por razões que não sejam médicas”, dizem os especialistas na matéria da saúde sexual e reprodutiva.

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