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IMar destaca “grande importância” da introdução de dados de satélite na boa gestão dos recursos e ambiente marinho 28 Dezembro 2022

O Instituto do Mar reuniu hoje parceiros de diversos ministérios e ONG para partilhar informações sobre o novo projecto de monitoramento para a boa gestão dos recursos, costas e do ambiente marinho, utilizando dados de satélite.

IMar destaca “grande importância” da introdução de dados de satélite na boa gestão dos recursos e ambiente marinho

Trata-se, segundo o membro do Conselho Directivo do Instituto do Mar (IMar), Vito Melo, do projecto GMES & África, que classificou de “grande importância” para a sub-região africana já que, sintetizou, o uso de dados de satélite e da tecnologia de observação da terra vem suprir uma lacuna e permitir séries temporais de dados e a cobertura espacial e temporal do espaço que se deseja.

Cofinanciado pela Comissão da União Europeia e pela Comissão da União Africana, de cariz pan-africano, ou seja, estende-se a quase todos os países da África, o GMES & África tem coordenações a nível das diferentes comunidades económicas no continente e pretende utilizar dados de observação da terra na monitorização e gestão dos eco-sistemas marinhos costeiros.

No caso de Cabo Verde, a coordenação é da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), sediada na Universidade do Gana, mas com descentralização em questões relacionadas às competências técnicas específicas na implementação do projecto.

Segundo Vito Melo, o GMES & África é relevante porque os recursos pesqueiros a nível da CEDEAO contribuem “significativamente” para o bem-estar das populações, seja a nível económico e sociocultural, estimando-se que aproximadamente três milhões de pessoas na sub-região estão empregadas no sector das pescas.

Em muitos países da CEDEAO, continuou, a contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) do sector das pescas e dos seus produtos ronda 30/40 por cento (%), pelo que, assinalou, existem ainda “vários desafios” a nível da sub-região na gestão desses recursos, relacionados com a falta de informação e de dados consistentes e contínuos.

“Isto porque investigar no mar não é fácil, é muito caro e muitas vezes insustentável para a maioria dos países da CEDEAO”, concretizou, justificando que o projecto GMES & África, fruto de iniciativas anteriores com instalação de diversas estações de observação marinha e atmosférica, vem cobrir essa lacuna e trazer os benefícios para os países da CEDEAO e de África.

Actualmente, de acordo com informações do IMar, já se encontram instaladas em todos os países da sub-região e do continente estações de tele detenção, após um “intenso esforço” de capacitação técnica e treinos a nível nacional, da sub-região e continental das novas tecnologias do projecto GMES & África.

A Semana com Inforpress

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