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INSP reúne parceiros com enfoque na melhoria das respostas a problemática das hepatites virais 28 Julho 2021

O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) reúne-se na segunda-feira, 02, com os seus parceiros para debater a problemática das hepatites virais com enfoque na melhoria das respostas analisadas e melhores estratégias para o seu enfrentamento.

INSP reúne parceiros com enfoque na melhoria das respostas a problemática das hepatites virais

A informação foi dada à Inforpress, pelo administrador executivo do INSP, Júlio Rodrigues, a propósito do Dia Mundial das Hepatites Virais, que se assinala hoje, 28 de Julho, sob o tema “Hepatite não pode esperar”.

Segundo escreve a Inforpress, o seminário vai reunir especialistas, sociedade civil, profissionais de saúde e instituições parceiras, para debater a problemática das hepatites virais, o que foi feito, e ainda o que poderá ser feito para melhorar as respostas analisadas e reduzir cada vez mais o peso global das hepatites virais na saúde pública na sociedade cabo-verdiana.

A celebração da efeméride, cujo objectivo é uma maior consciencialização e compreensão da doença e dos riscos, bem como a melhoria do acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento, visa alertar e transmitir a urgência dos esforços necessários para eliminar a hepatite, como uma ameaça à saúde pública até 2030.

O administrador do INSP disse que em Cabo Verde, os dados do Relatório Estatístico do Ministério da Saúde referente ao ano de 2014 a 2019 apontam entre 19 e 56 casos de hepatite viral por 100 mil habitantes.

Entretanto, avançou que esforços estão a ser feitos para diminuir a incidência no arquipélago, nomeadamente com a introdução da vacina contra a hepatite B, que faz parte do calendário vacinal e o rastreio da infecção pelo vírus da hepatite B e C, que é sistematicamente realizado em cada doação de sangue e proposto nas consultas de seguimento pré-natal.

Por outro lado, há também acções previstas no âmbito do Plano de Acção 2021 do Ministério da Saúde, nomeadamente a realização de uma campanha de sensibilização sobre doença.

“Melhoramos bastante a questão da segurança transfusional para reduzir o risco de contaminação, as capacidades laboratoriais, segurança laboratoriais, o aprimoramento formação e capacitação dos técnicos e melhoria do diagnóstico”, apontou.

Para o responsável do INSP, os dados chamam atenção para o reforço da estratégia de intervenção, capacidade de reconhecer a importância que as hepatites virais têm na saúde pública e buscar permanentemente as melhores estratégica para o seu enfrentamento.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as estatísticas mundiais mostram que uma pessoa morre a cada 30 segundos de uma doença relacionada à hepatite mesmo na actual crise da covid-19.

Os dados indicam que as hepatites virais constituem uma prioridade da saúde mundial, sendo que cerca de 350 milhões de pessoas no mundo apresentam infecções crónicas por hepatite B e 170 milhões por hepatite C.

A doença causa a morte a cerca de 1,4 milhões de pessoas por ano, por ser uma doença silenciosa e que nem sempre apresenta sintomas pode resultar na possibilidade real das pessoas desenvolverem a doença hepática fatal em algum momento das suas vidas e em alguns casos, sem saber se transmitem a infeção para outros.

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