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Ilha das Flores: Bravenses preocupados com aumento do preço pedem intervenção do Governo para amenizar a situação 17 Mar�o 2022

A população bravense demonstrou-se hoje preocupada com a escalada de preços e pede a intervenção do Governo no sentido de amenizar a situação que está cada dia “mais difícil”.

Ilha das Flores: Bravenses preocupados com aumento do preço pedem intervenção do Governo para amenizar a situação

Em declarações à Inforpress, Fatu Diouf, uma vendedeira ambulante de pastéis, contou que a situação está a ficar “cada dia mais preocupante”, tendo em conta a conjuntura que se está a viver no período de pandemia e as diversas dificuldades por ela impostas, tendo agora que confrontar também com a subida de preços, principalmente dos bens de primeira necessidade.

Segundo a mesma fonte, nas famílias numerosas e que nenhum dos integrantes possui trabalho fixo ou é funcionário público, a situação é “mais grave e crítica”.

No seu caso, contou que vende pastel todos os dias, mas com a subida do preço do trigo, do óleo e mesmo do peixe o rendimento caiu e muito e os clientes, contou, já avisaram de antemão que, caso resolver subir o preço de 5 para 10 escudos, não vão comprar.

Uma alternativa seria utilizar a banha do porco, mas Fatu Diouf realçou que ela não utiliza nenhum produto suíno, daí não consegue descartar o óleo do seu dia-a-dia e do negócio.

Igualmente, Lídia Lomba diz estar a “sentir-se mal” com esta situação, sem vislumbrar um aumento do salário.

Até porque, exemplificou que no caso das chefes-de-família que usufruem de um salário mínimo, com tantas despesas: a renda de casa, luz, água, alimentação, entre outras despesas necessárias, sobreviver torna-se complicado nestas situações.

Revela ainda a Inforpress que m outro bravense que demonstrou uma certa preocupação com esta situação foi Carlos Araújo, que a considerou como sendo “bastante delicada”, principalmente para a realidade da Brava.

Pois, justificou que além de sofrer com a subida de preços, os produtos demoram para chegar no mercado, o que causa mais problemas ainda.

A mesma fonte sustentou que mesmo que tivessem dinheiro para comprar não encontram o produto no mercado.

Como solução, todos os três entrevistados corroboram da mesma opinião, pedindo a interferência do Governo para tentar analisar esta situação juntamente com quem de direito para fazer uma certa negociação ou mesmo estabelecer parcerias, e arranjar uma melhor forma para minimizar esta situação “porque há famílias carenciadas onde o esforço vai ser maior”.

No passado dia 4 de Março, aquando da visita do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, à ilha Brava, ao ser confrontado com esta situação, o chefe do Governo reconheceu que o contexto é “difícil”, destacando que o País está a sofrer os impactos externos do aumento de preços dos combustíveis, cereais, produtos alimentares, temendo que com esta guerra na Ucrânia a situação tende a piorar.

Entretanto, comunicou que o Governo já tinha tomado uma decisão e que estava a trabalhar para “brevemente” anunciar mecanismos de estabilização de preços, evitando que a escalada de aumento de preços fosse transmitida directamente para os consumidores ou para as empresas, lembra a Inforpress.

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