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Ilha do Fogo consternada pela morte do enfermeiro, ativista social, político e desportista, Mário César 13 Abril 2021

A ilha do Fogo acaba de perder, na madrugada desta terça-feira, 12, um enfermeiro, ativista social, político e dirigente desportivo, Mário César, na sequência de doenças prolongadas.

Ilha do Fogo consternada pela morte do enfermeiro, ativista social, político e desportista, Mário César

Mário César, enfermeiro de profissão há dezenas de anos na ilha do Fogo, faleceu na madrugada desta terça-feira, no Hospital São Francisco de Assis, em São Filipe, onde se encontrava hospitalizado há cerca de dez dias por doenças prolongadas.

Conforme a Inforpress, Mário César, que pertenceu ao grupo de primeiros enfermeiros formados no País depois da independência nacional, iniciou as suas funções no ano de 1979, trabalhando sempre no Hospital Regional de São Filipe, com excepção de algum período que viveu nos Estados Unidos da América (EUA).

Enquanto enfermeiro teve formação na extração dentária com um especialista francês e dada a sua disponibilidade, atenção no atendimento dos pacientes, independentemente da sua origem ou opção política, fez dele “uma figura popular e respeitada” em toda a ilha do Fogo por pessoas adultas e também crianças, segundo escreve a Infropress.

Recorde-se que há pouco mais de dois anos, o Hospital Regional São Francisco de Assis o homenageou, atribuindo o seu nome à sala da biblioteca do hospital, em sinal de reconhecimento pelo seu “valioso contributo” ao desenvolvimento do setor da saúde na ilha do Vulcão.

“No campo desportivo, Mário César praticou em várias modalidades desportivas, nomeadamente no futebol, andebol e basquetebol, tendo nesta modalidade participado por duas vezes na selecção da ilha do Fogo”, cita a nossa fonte, acrescentando que futebol era a sua “grande paixão”, tendo começado a jogar na jogar equipa do Boavista da Praia, na qualidade de guarda-redes, mas depois teve passagem pelas equipas foguenses do Vulcânico e Botafogo, integrando, posteriormente, a Académica Futebol Clube, de que era ainda presidente.

“De relembrar que depois de pendurar as botas, Mário César foi, durante longos anos, treinador da Académica, tendo conquistado vários títulos regionais e troféus a nível nacional e, na qualidade de treinador, além de formação na Cidade da Praia, frequentou estágios com Benfica e Atlético (Portugal)”, cita a Inforpress.

Do ponto de vista do professor foguense, Fausto do Rosário, “Mário César era um profissional competente, que exerceu, até os últimos dias, a profissão com dignidade, competência e com espírito de missão, mas foi também um homem do desporto, tendo colocado Académica do Fogo num outro patamar. Aliás, era alguém que queria ver Fogo acima de tudo e esteve envolvido na democratização da sociedade, foi por duas vezes mandatário do actual presidente e era militante do Movimento para a Democracia (MpD)”, ressalta, citado pela Inforpress, sublinhando que Mário César nunca deixou de ser amigo de todos. “Por isso, era respeitado e acarinhado por todos”, disse Fausto Rosário, observando que o mesmo colocava a amizade, os interesses e o bem-estar da ilha do Fogo, que amava, acima de tudo.

À família enlutada, a equipa do Asemanaonline endereça as mais sentidas condolências,

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